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25 de outubro de 2015

REENCONTROS... "TOGETHER - BANDA THE XX" - TRADUÇÃO (VÍDEO)

Música da trilha sonora da Novela ALÉM DO TEMPO
TRADUÇÃO
Para ver o vídeo em tela cheia, clique no 
quadrado à direita, na parte inferior do vídeo.

Não sou de assistir novelas, nem séries de filmes porque não tenho paciência com essa demanda de capítulos e acredito que em especial as novelas manipulam o senso comum e interferem no comportamento das pessoas ao qual deduzo que sem perceberem, acabam imitando o que os personagens (os vilões) fazem através do inconsciente, transformando as pessoas em sociopatas... Mas... Há novelas que trazem a fantasia do impossível e que temos a consciência disso.

Essa música é muito linda, tanto na melodia que a diferenciada e na letra.
Nada é casual, sempre digo que o acaso não existe.
Deve ser porque sai um pouco da telinha aqui e fui mais para o mundo da 'real life' e por consequência disso, me apaixonei por alguém que também está apaixonado e tivemos a impressão de que foi um reencontro. Mas acredito nas afinidades entre as pessoas que de forma quase automática, acabam se amando e que no entanto eram quase estranhos um pro outro e que para completar, me deparo com uma música que fala mais ou menos do que está acontecendo não no mundo virtual, nem na ficção das novelas e sim na realidade.



24 de outubro de 2015

SOLIDÃO



No fundo, é um sentimento aristocrático que alimenta a inclinação ao isolamento e à solidão. Todos os desgraçados são sociáveis; que pena.

— Arthur Schopenhauer, in As Dores do Mundo.


Ilustração de Matteo Arfanotti.

TODO NOSSO MAL VEM DE NÃO PODERMOS ESTAR SÓS

Todo Nosso Mal Vem de Não Podermos Estar Sós

Ilustração de Guy Denning.

A solidão confere uma vantagem dupla ao homem de intelecto superior; a primeira de estar consigo mesmo, e a segunda de não estar com os demais. Essa última será altamente valorizada se tivermos em mente quanta restrição, inconveniência e mesmo perigo estão envolvidos em toda sociedade. La Bruyère disse: tout notre mal vient de ne pouvoir être seuls. [todo nosso mal vem de não podermos estar sós]. A gregariedade ou sociabilidade é uma das inclinações mais perigosas, e mesmo fatal, porque nos põe em contato com seres que, em grande maioria, são moralmente maus e intelectualmente limitados ou pervertidos. 


O homem insociável é aquele que não tem necessidade das pessoas; ter o bastante em si mesmo para que não se precise da sociedade é, portanto, uma grande felicidade. Pois quase todos os nossos males derivam da sociedade, e a paz de espírito que, depois da saúde, constitui o elemento mais essencial de nossa felicidade, é colocada em perigo por ela, de modo que não pode existir sem uma quantidade significativa de solidão. 


Os filósofos cínicos renunciaram a todas as posses para desfrutar da alegria proporcionada pela paz de espírito; aquele que, com o mesmo fim, renuncia à sociedade, escolhe o caminho mais prudente. 


Bernardinho de Saint-Pierre disse com beleza e razão: La diète des alimens nous rend la santé du corps, et celle des hommes la tranquillité de l’âme [a dieta dos alimentos nos proporciona a saúde do corpo, e a dos homens, a tranquilidade da alma]. Assim, aquele que cedo desenvolveu amizade ou mesmo afeto pela solidão adquiriu uma mina de ouro; todavia, isso não é possível a todos. Pois, assim como a miséria e a privação são o que primeiro aproxima os homens, também mais tarde, livres da necessidade, são unidos pelo tédio. Sem esses dois motivos, cada qual provavelmente permaneceria sozinho, ainda quando só fosse porque na solidão o ambiente que nos rodeia corresponde ao sentimento de importância exclusiva que cada qual possui aos seus próprios olhos, mas que é reduzido a nada pela corrente tumultuosa do mundo, recebendo a cada passo uma dolorosa démenti [contestação]. Nesse sentido, a solidão é o estado natural de todos os indivíduos, na qual o homem, desfruta da felicidade original permitida pela sua natureza.


— Arthur Schopenhauer, in Aforismos Para a Sabedoria de Vida, página 68.

AMOR DE WHATSAPP - VALE A PENA LER E REFLETIR

 
Já dizia o poeta: “falar de amor não é amar, não é amor”.


Viciados em uma condição de relacionamento nova, conectamos nosso coração no bate-papo enquanto a burrice nos aplaude de pé por mais um chute no saco da felicidade. Aceitamos amar por mensagens e esquecemos que já dizia o poeta: “falar de amor não é amar, não é amor”. Acordar com um whats ganhou a mesma importância de um “bom dia” ao pé do ouvido. Engolimos – sem reclamar – a facilidade que os celulares trouxeram de encurtar os quilômetros de uma relação, sem nos dar conta de que ela transformou a distância dos corações em anos luz multiplicados por quantas vezes você puder imaginar.


No meu caso, me vi em confronto entre a realidade que eu queria e a imaginação que havia criado. A tal facilidade passou a me sabotar tantas vezes que a verdadeira aproximação com as pessoas se transformou em um caos. Homens estão procurando mulheres que possam valer a pena, mulheres estão procurando homens que queiram algo de verdade. E se ambos estão procurando a mesma coisa, por que é que ninguém consegue se encontrar?


Então desliguei o celular. E o mundo ficou gigante. Era bem maior do que o meu quarto. Bem maior do que o meu ego inflado por mensagens que no final das contas não diziam nada. E o amor era outra coisa e estava em outro lugar, muito além daquele quadradinho preto em minhas mãos. O amor não era mais aquele “bom dia gatinha”, nem aquela chuva de emoticons de coraçãozinho vermelho, roxo, amarelo, verde e o escambau. 


O amor não era mais o balãozinho no topo da minha tela pra avisar que alguém se lembrou de mim. Nem aquela imagem com poeminha fofo pra enganar a carência e cumprir protocolos de saudade. E a falta não era aquela agonia que me fazia apertar o botão do celular centenas de vezes para ver se chegou uma mensagem nova, mesmo quando ele não tocava e eu já sabia que não havia nada ali. Era bem mais do que isso.


Era aquela conversa de olho no olho que você consegue quase contar os cílios do outro. Aquela risada que acontece na boca e não nos dedos enquanto alguém digita um “hahaha” sem esboçar qualquer coisa. O afeto deixou de ser uma foto enviada com um filtro bacana e passou a ser nossas olheiras sinceras se admirando depois um dia cansativo de trabalho. 


Deixou de ser um status escolhido minuciosamente para se tornar interessante e deu lugar a respiração profunda a poucos centímetros da pele. Os dedos desaprenderam o caminho da película fosca e encontraram outros dedos que desaprenderam o caminho da película lisa. Da capinha de caveiras. Da capinha com estampa de time. E se encontraram. E se assustaram porque a pele é quente e nos acostumamos a frieza de um super LCD. 


O companheirismo foi além de vídeos de autoajuda enviados durante as madrugadas para retirar a responsabilidade com o outro e se transformou em silêncio e colo. Em silêncio e aconchego.


O relacionamento aconteceu de fato, sem a interferência de tempo/espaço entre você enviar “estou pensando em você agora” e receber a resposta “eu também” 24 horas depois. 


Me desconectando cheguei a conclusão de que perdemos toda a beleza do mundo porque estamos olhando para a janela errada sentados em nosso comodismo. 


Afinal, homens estão procurando mulheres que queiram algo de verdade, mulheres estão procurando homens que possam valer a pena. E se ambos estão procurando a mesma coisa, talvez não tenham se encontrado porque ao invés de – de fato – se buscarem, estão apenas deitados em suas camas digitando…




Camila Heloíse

19 de outubro de 2015

TUDO MUITO RÁPIDO

Mais um ano acabando, mudanças inesperadas, surpresas boas, outras nem tanto, reconciliações gostosas, rompimentos necessários e dolorosos dando espaço para brotar o novo. Tudo em nome de não cair na rotina, em especial na INÉRCIA. Sim a INÉRCIA que é a GRANDE PRAGA DE NOSSA CIVILIZAÇÃO atual onde esse mundinho virtual induz as pessoas a postarem palavras bonitas, cativantes e que encanta tanto a todos que chegou ao ponto de esquecerem-se de verificar se o que está escrito é PRATICADO.

E eu?

Me cansei dessa HIPOCRISIA CIBERNÉTICA, onde a moda é impressionar os outros, é ser POPULAR, CHEIO DE RÓTULOS para que desta forma tenha APROVAÇÃO DE TODO MUNDO E A PALAVRA CONTEÚDO, POR CONSEQÜÊNCIA DESSA PALHAÇADA, ENTROU EM EXTINÇÃO e se ainda você expressar sua opinião separada do COLETIVO, é taxada de arrogante, encrenqueira, metida a besta...

Todos clamam por liberdade de expressão, mas nem sabem o que é isso, só a reconhece de forma EGOÍSTA, porquê quando outro se expressa com liberdade é visto como uma ameaça ou louco.

Nossa Sociedade é ignorante, egoísta, hipócrita, fútil, superficial e consumista, tudo junto e misturado da forma mais absurda possível.

Cabeças que não pensam, não refletem, não buscam a verdade e como ser um SER INERTE É BEM MAIS CÔMODO,  preferem amortizar quem joga isso na cara.

Ninguém irá admitir que não passa de um ZUMBI.

A SÉRIE THE WALKING DEAD, ilustra de forma alegórica o que a maioria das pessoas são: - MORTOS EM VIDA!

Val Qic

8 de outubro de 2015

ESCRAVIDÃO MODERNA



"O dinheiro representa uma nova forma de escravidão impessoal, em lugar da antiga escravidão pessoal."

(Leon Tolstoi)

CABRESTO PARA GERAR MEDO



"Os religiosos olham o céu por uma estreita janela emprestada, que muita das vezes se encontra fechada ou com uma inexpressiva abertura. Os não religiosos enxergam o céu pela janela de sua idiossincrasia, todavia, o místico é aquele que abandonando as molduras de uma janela prefere contemplar o céu ao ar livre."

(João Antonio N. Palmeira)

VIDA SEDENTÁRIA OU SOLITÁRIA E/OU AS DUAS COISAS ?



"Tome muito cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais."

(Sócrates)

4 de outubro de 2015

UM ACENTO NUMA PALAVRA FAZ UMA GIGANTESCA DIFERENÇA

AMEM SEM ACENTO PARA AMAR MAIS!





As pessoas tem dificuldades em se socializarem com outras porque visam às diferença ou se aproximam por interesses egoístas, não as afinidades que uniriam uns aos outros.

Precisamos de amor sem intermediários invisíveis que distorçam o sentido da palavra.


Amar, é ajudar quando se têm recursos sem esperar recompensas divinas ou o pagamento do ajudado e não atrapalhar a vida dos outros quando há poder para isso.

É bem simples, na verdade!

Val Qic






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A ERA ATUAL DA HUMANIDADE



Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas."

Bob Moorehead

2 de outubro de 2015

3 PALAVRAS DIFÍCEIS DE DIZER


ÁGUA EM MARTE



A HUMANIDADE NUNCA TEM DINHEIRO PARA EXTRAIR ÁGUA EM ZONAS ÁRIDAS, MAS TEM DINHEIRO PARA PROCURAR ÁGUA EM MARTE.

A PERGUNTA É:

EXISTE VIDA INTELIGENTE NA TERRA?


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VOCÊ SABE QUAL É A DISTÂNCIA EM QUILÔMETROS DE 1 ANO-LUZ?



O ano-luz, como o próprio nome já diz, é a distância que a luz percorre no vácuo no período de um ano. Até onde nossas descobertas nos permitem chegar, a velocidade da luz é a coisa mais rápida de que se tem notícia. Por esse motivo, os especialistas utilizam a luz para calcular distâncias no Sistema Solar e em outras partes do universo.

Para se ter uma ideia, o Sol está a oito minutos-luz da Terra e a Lua está apenas a um segundo-luz. Parece pouco, não é mesmo?! Mas, se você pensar que a luz que vemos de outros astros demora algumas horas para chegar até aqui, talvez as coisas ganhem uma nova perspectiva. E isso traz alguns empecilhos para a comunicação, por exemplo: uma radiotransmissão de Marte para a Terra (percorrendo a velocidade da luz) demoraria uma média de 20 minutos para chegar até nós.


Na prática, um ano-luz equivale aproximadamente a 9.461.000.000.000 quilômetros. Se compararmos a distância entre o centro da Terra e o centro da Lua – que é de 384.403 quilômetros –, isso ainda parece fichinha perto de um ano-luz. Outro bom exemplo é Plutão, que no ponto mais distante de sua órbita está somente a 7.400.000.000 quilômetros do centro do Sistema Solar.

Para continuarmos nos impressionando com os números, basta pensar que a Alpha Centauri, que é a estrela mais próxima do nosso sistema, está a apenas 4,37 anos-luz de distância. Já Andrômeda, que é a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea, está a cerca de 2,5 milhões de anos luz daqui. Já pensou converter tudo isso em quilômetros?

Pois nós pensamos!

Respondendo a uma sugestão de um de nossos leitores, resolvemos calcular a distância em quilômetros e o tempo que demoraríamos para chegar ao Kepler-186f, um planeta descoberto recentemente em que a NASA acredita que possa haver vida. Para começar, sabemos que o novo astro está a apenas 500 anos-luz da Terra, o que significa que ao viajar na velocidade da luz, demoraríamos 500 anos para chegar lá.

Mas se convertermos essa distância para uma medida mais familiar encontraremos o surpreendente número de 4.730.500.000.000.000 quilômetros. Com mais uma série de regras de três e operações matemáticas, chegamos a uma conclusão: se você viajasse a 200 km/h, demoraria pouco mais de 2,7 bilhões de anos para chegar ao Kepler-186f. Isso é tempo pra caramba, não é mesmo?!

Embora os anos-luz sejam bastante convenientes para pensarmos como as coisas acontecem em uma escala realmente grandiosa no universo, os astrônomos utilizam outra unidade de medida: o parsec, que equivale a cerca de 3,26 anos-luz. “É uma unidade de distância que faz mais sentido físico com relação à maneira com que medimos distâncias”, conta a astrônoma Nicole Gugliucci.

27 de setembro de 2015

A DIFERENÇA DE SER TOLO ENTRE SABER VIVER

CLIQUE NA IMAGEM CASO DESEJE AUMENTAR

26 de setembro de 2015

JOHNNY DEEP NO BRASIL E PAPA FRANCISCO NOS EUA - PÉROLAS DA SEMANA



JOHNNY DEPP
Antes de subir ao palco com a banda Hollywood Vampires, no Rock in Rio, nesta quinta-feira, o ator Johnny Depp colocou um aparelho de ouvido numa menina com deficiência auditiva, na quarta-feira. Júlia, de 9 anos, foi uma das 220 pacientes beneficiadas pela parceria da Starkey Foundation com a Secretaria municipal de Saúde do Rio (SMS). A fundação americana é financiada por artistas e bandas de rock, entre elas a Holywood Vampire. Os pacientes com perda auditiva e que precisavam desses aparelhos foram captados pela SMS na fila do Sistema Nacional de Regulação.

PAPA FRANCISCO NOS ESTADOS UNIDOS

Cobra reforma na ONU por um Mundo sem ARMAS NUCLEARES. Leia fonte: TERRA NOTÍCIAS 

O BANCO DO VATICANO É O PRINCIPAL ACIONISTA DA MAIOR INDÚSTRIA DE ARMAMENTOS DO MUNDO, A PIETRO BERETTA.

Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas Pietro Beretta Ltda. (a maior indústria de armas no mundo) é controlada pela Holding SpA Beretta e que o acionista majoritário da Holding SpA Beretta, depois de Gussalli Ugo Beretta, é o IOR (Instituto para Obras de Religião) [comumente conhecido como Banco do Vaticano], instituição privada, fundada em 1942 pelo Papa Pio XII e com sede na Cidade do Vaticano.


A história por trás de tudo isso é a seguinte:

Roma não foi construída em um dia, tampouco o Vaticano, e menos ainda sua opulência atual. Isso tem suas raízes no século IV da era cristã, quando o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e colocou à disposição do Papa Silvestre I uma fortuna colossal - de fato o transformou no primeiro Papa rico na história.

A igreja católica é a única organização religiosa do mundo que tem como quartel-general um Estado independente: a cidade do Vaticano. Com seus 2 Km² de superfície o Vaticano é muito menor do que muitos campos de golf no mundo; e para percorrê-lo sem pressa não se necessita muito mais que uma hora; contar suas riquezas, contudo, levaria bastante mais tempo.

A moderna opulência do Vaticano baseia-se na generosidade de Benito Mussolini que, graças à assinatura do Tratado de Latrão entre seu governo e o Vaticano, outorgou à Igreja Católica uma série de garantias e medidas de proteção. A “Santa Sé” conseguiu que a reconhecessem como um Estado soberano, beneficiou-se com a isenção fiscal de sua propriedade para beneficiar os seus cidadãos, que não precisavam pagar os direitos aduaneiros pelo que importavam do exterior. Foi-lhe concedida imunidade diplomática e seus diplomatas começaram a desfrutar dos privilégios da profissão, igual assim como os diplomatas estrangeiros reconhecidos junto à Santa Sé. Mussolini prometeu introduzir o ensino da religião católica em todas as escolas do país e deixou a instituição do casamento sob a égide das leis canônicas, que não admitiam o divórcio. Os benefícios que o Vaticano recebeu foram enormes – dentre eles, os benefícios fiscais foram preponderantes.


Em 1933, o Vaticano mais uma vez demonstrou sua capacidade de estabelecer negócios lucrativos com os governos fascistas. A concordata de 1929, assinada com Mussolini, foi seguida por outra entre a Santa Sé e o III Reich de Hitler. O gestor Francesco Pacelli foi uma das figuras-chave do pacto com Mussolini: seu irmão, o cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, foi responsável pela negociação como Secretário de Estado do Vaticano, assinando um tratado com a Alemanha de Hitler. Pio XII conhecia bem a Alemanha. Ele fora núncio em Berlim, durante a Primeira Guerra Mundial, e depois, como Secretário de Estado de Pio XI, teve inúmeras intervenções no rumo que estava tomando a política alemã. Nesta qualidade interveio decisivamente na encíclica de Pio XI, conhecida como "Mit Brennender Sorge" (que pode se traduzir "Com preocupação ardente"). A iniciativa da encíclica partiu, ao contrário do que se acredita, dos bispos alemães, sendo o primeiro rascunho escrito em Roma pelo Cardeal Faulhaber. O então cardeal Pacelli, que fala alemão, deu-lhe a forma final, apresentada a Pio XI, sendo então assinada e publicada. Apesar da constante e grande pressão mundial, o Papa Pio XII sempre se negou a excomungar Hitler e Mussolini; seu pontificado foi caracterizado pela adoção de uma falsa postura de neutralidade. Quando os nazistas invadiram a Polônia, o Papa Pio XII se recusou a condenar a invasão; uma das maiores vantagens que obteria o Vaticano do muito lucrativo acordo que mantinha com Hitler era a confirmação de Kirchensteuer, um imposto eclesiástico; trata-se de um imposto estadual que ainda hoje os fiéis alemães devem pagar, e só podem escapar se renunciarem à sua religião. Na prática, muito poucos renunciam. Este imposto representa por si só entre 8 e 10% dos impostos totais arrecadados pelo governo alemão.