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30 de março de 2015

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA EXPANDE DIAGNÓSTICOS E INVENTA DOENÇAS



– Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas doenças.

Parece teoria conspiratória. Mas a declaração da médica e professora Adriane Fugh-Berman é baseada em anos de pesquisa a respeito das práticas da indústria farmacêutica e da facilidade com que ela manipula os médicos, usados não apenas para vender remédios, mas também para promover doenças. No momento, ela está pesquisando algo que descobriu faz pouco tempo. Representantes de fabricantes de material cirúrgico muitas vezes são vistos dentro de salas de operação “ajudando” os cirurgiões. “Que relacionamento é esse?”, quer saber a pesquisadora.

Adriane Fugh-Berman é formada pela escola de medicina da Universidade Georgetown com especialização em medicina familiar. Militou em uma organização voltada à saúde da mulher e ouviu muitas más respostas de médicos, há duas décadas, quando reclamava que não existiam estudos comprovando a necessidade de tratamentos hormonais para mulheres na menopausa. Existia, isso sim, risco — como mais tarde ficou comprovado. O tratamento hormonal aumentou em muito os casos de cancro de mama e a prática mudou. Antes disso, ela ouviu muitas críticas em conferências e seminários médicos.

Quando embarcou no estudo e no programa de educação a respeito da relação dos médicos com a indústria farmacêutica, ela esperava uma reação ainda pior. Professora adjunta do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Georgetown, ela recebeu uma verba para estruturar o programa voltado para a educação dos médicos e para expor as práticas de marketing da indústria, os métodos que ela emprega para influenciar a prescrição de medicamentos. Tarefa espinhosa.

Filha de um casal ativo nos anos sessenta, nos protestos contra a guerra do Vietname, a médica e professora Adriane Fugh-Berman abraçou a oportunidade e criou um blog bem sucedido, com informações e denúncias de gente que trabalhou na indústria farmacêutica e aprendeu as técnicas empregadas para conquistar e influenciar os médicos. Nos últimos dez anos, ela viu resultados do trabalho nos Estados Unidos. Mas alerta que a indústria farmacêutica vê o Brasil, a China e a Índia como os principais mercados para a expansão da venda de remédios.

Fugh-Berman escreveu vários artigos mostrando que a indústria seleciona profissionais ainda em formação, nos chamados Cursos de Educação Continuada (CME). Vendedores bem preparados identificam possíveis formadores de opinião nos centros médicos das universidades: médicos, enfermeiros e assistentes. Eles são paparicados.

Recebem presentes, atenção, são convidados para jantar. Depois de uma checagem, são escolhidos os que poderão falar em nome da indústria e servir aos propósitos mercadológicos. Enquanto falam o que a indústria quer ouvir e divulgam, no setor, a visão das empresas, continuam recebendo todos os privilégios. Assim, as farmacêuticas vão comprando acesso aos profissionais que podem prescrever e promover remédios.



Viomundo – Como, quando e por que você lançou o blog Pharmedout, da Universidade Georgetown, do qual é diretora?

AFB – Originalmente, fomos financiados com dinheiro de uma punição. A Warner Lambert, que era uma subsidiária da Pfizer, foi processada pelos 50 estados americanos mais o Distrito de Columbia por causa da propaganda de um composto que aqui nos EUA se chama Gabapentin.

É um remédio para convulsões, para epilepsia, que estava sendo vendido e promovido como sendo um remédio para depressão e bipolaridade, dor muscular, tudo…

Houve um acordo na justiça a respeito da propaganda ilegal desse remédio. [Nota do Viomundo: Em 2004, a Pfizer foi obrigada a pagar US$ 430 milhões pela propaganda fraudulenta do remédio, vendido com o nome de Neurontin].

Os procuradores estaduais decidiram usar parte do [dinheiro do] acordo para financiar esforços de educação de médicos e do público a respeito das propagandas da indústria farmacêutica. Acho que eles financiaram 26 centros médicos universitários para criar modelos educativos.

Nós recebemos financiamento por dois anos e tivemos melhores resultados do que os outros projetos e somos o único projeto que continua sobrevivendo. Ao menos dos que não existiam antes disso. Existem uns dois que já funcionavam antes.

Eu venho de um ativismo na área de saúde. Trabalhei com um grupo chamado Rede de Saúde da Mulher que não recebe dinheiro algum da indústria e já tinha experiência com essa história de tentar promover mudança social sem ter orçamento…

Produzimos vídeos com gente que trabalhou na indústria, escrevemos análises de artigos acadêmicos, divulgamos material educacional na internet e não recebemos mais dinheiro desde 2008.

Viomundo – Como estão sobrevivendo?

AFB – Estamos sobrevivendo de doações individuais e organizamos uma conferência todo ano. Pedimos algum dinheiro para a escola e cobramos uma taxa de inscrição, apesar de deixarmos todo o mundo que não tem dinheiro entrar de graça porque tem muitos estudantes e eles não pagam nada, por exemplo.

Levantamos um pouquinho de dinheiro com a conferência e algumas doações da escola. Por exemplo, a verba para estudar a relação entre cirurgiões e representantes dos fabricantes de material cirúrgico que ficam dentro da sala de operações ajudando os cirurgiões e ninguém sabe nada a respeito dessas relações e como começaram.

Ganhamos um dinheiro do departamento de filosofia da Georgetown para essa pesquisa. Mas a maior parte da nossa verba vem de contribuições individuais. Temos apenas um funcionário remunerado. Eu não ganho nada do projeto e temos voluntários. Quando o dinheiro acabou, em 2008, ninguém saiu. Todo mundo ficou no projeto. E continuaram fazendo trabalho voluntário nos últimos cinco anos.

Viomundo – Num dos seus artigos você diz que a indústria farmacêutica promove doenças e não apenas a venda de remédios. Você pode explicar e dar exemplos do que está falando?

AFB – Existe um número maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante para a indústria fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso.

Uma delas é mudar o padrão do que caracteriza uma doença. Essa é uma área muito vasta e interessante. O padrão para diagnóstico de pressão alta e diabetes e colesterol alto caiu ao longo dos anos.

Viomundo – Para incluir mais gente nessas categorias de doentes?

AFB – Exatamente. Quando eu estava na escola de medicina, uma pressão de 12 por 8 era considerada perfeita. Era o alvo. E agora é considerada pré-hipertensão.

Viomundo – Como aconteceu essa mudança?

AFB – Existem comités que fazem as recomendações para essas mudanças e eles estão cheios de gente que recebe dinheiro das grandes empresas farmacêuticas.

Por exemplo, o Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol é supostamente independente e assessora o governo a respeito da maneira de administrar o colesterol.

O comitê que decidiu reduzir as metas tinha uma única pessoa com menos de três conflitos de interesse com os fabricantes de remédios de colesterol. Não sei nem se era zero, mas menos de três!

Obviamente, qualquer pessoa tomando decisões a respeito de remédios para um hospital ou um país não deve ter nenhum conflito de interesse com nenhum fabricante de remédios.

Outra forma de fazer com que pessoas saudáveis pensem que são doentes é expandir a categoria da doença ou até mesmo criar doenças.

Por exemplo, restless leg syndrome (síndrome da perna que não para). É uma doença real, neurológica, raríssima.

Mas foi redefinida de forma que se você está agitado durante a noite, pode ser diagnosticado com essa doença.

Outro exemplo é a doença da ansiedade social. É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.

Dependem muito da cultura e não existe nenhuma prova, nenhum exame para comprovar a existência da doença. Por isso é um alvo.

Uma das categorias que talvez tenha sido criada é essa doença da ansiedade social que antes chamávamos de vergonha.

Outra que foi criada é osteopenia, ou baixa massa óssea, que agora é considerada precursora da osteoporose e a osteoporose é apenas um fator de risco. Não é uma doença, é uma indicação de risco para quedas e fratura de ossos.

Então a osteoporose é um fator de risco para um fator de risco de uma doença. E a osteopenia é um fator de risco para um fator de risco para um fator de risco.

Viomundo – E eu aposto que existe um remédio para isso…

AFB – Claro. E os remédios mais usados podem aumentar o risco de fraturas se forem tomados por mais de cinco anos!

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também seria um exemplo de algo que provavelmente existe, mas agora qualquer criança que não se comporta na sala de aula é diagnosticada com TDAH e medicada.

Outra coisa que foi inventada é TDAH em adultos. Antes só existia em crianças. Agora também existe em adultos e assim podem continuar tomando remédios o resto da vida.

Existe também um esforço para classificar o vício em nicotina como uma doença porque as empresas que vendem produtos para ajudar a parar de fumar… as empresas de seguro de saúde só cobrem os gastos com esses produtos por dois meses porque eles devem te ajudar a parar de fumar. Depois de dois meses você parou de fumar e pronto.

Mas existe um movimento das empresas que fabricam esses produtos para classificar esse vício como uma doença para que os seguros cubram o custo do uso desses produtos pelo resto da vida.

Assim, eles tentam provar para os fumantes que eles não podem parar e que é melhor substituir o cigarro por um desses produtos. Talvez seja melhor mesmo usar um substituto da nicotina do que fumar, mas quem está tomando essa decisão são as empresas farmacêuticas que usam formadores de opinião na comunidade médica. E essas decisões não são baseadas em Ciência.

São tomadas apenas porque empresas biomédicas poderosas garantem que as opiniões que são favoráveis a elas calem as opiniões contrárias.

Metade das pessoas que consegue eliminar o cigarro com sucesso simplesmente param de fumar. E a indústria farmacêutica odeia isso. Quer fazer com que as pessoas acreditem que necessitam da ajuda dela. E que não podem parar sozinhas ou talvez não possam nunca parar.

É um recado horrível não somente para os consumidores, mas para os profissionais de saúde dizer: “Seus pacientes não conseguem parar de fumar”. Porque isso é o que você tenta primeiro. Se isso não funcionar, então usa um substituto. Mas alguns desses produtos também têm efeitos adversos.

Viomundo – Você diria que no fim do dia o dinheiro é a causa de todos esses problemas? A ganância? 

AFB – Acho que o mais importante é separar a indústria farmacêutica da educação, da regulamentação e das decisões a respeito de que remédios e tratamentos devem ser cobertos.

Não se pode permitir que a indústria se envolva com a educação, que influencie a regulamentação e participe dos comités que decidem que remédios são cobertos.

Eles podem apresentar argumentos e, se tiverem informações, podem apresentar para o comité. Mas as pessoas que participam desses comités não podem ter conflitos de interesse.

E uma das armadilhas é o seguinte conceito: “Eu não tenho conflito de interesses com essas empresas em particular”. Se estou avaliando um remédio, talvez eu tenha uma relação com a empresa B, mas estamos avaliando um produto da empresa A. Então não é um conflito de interesse.

Isso é uma tremenda armadilha por vários motivos. Um deles é que promover um remédio é muito mais do que divulgar os benefícios daquela droga. Pode ser também divulgar informações negativas a respeito de outros remédios. Divulgar informações negativas a respeito de dietas e exercícios. E não está mencionando o remédio da empresa com a qual tem relações.

O que muita gente não sabe e é muito importante é que a promoção de um remédio às vezes começa dez anos antes dele chegar ao mercado. Essa droga pode nem ter sido testada em humanos ainda, mas a empresa já está tentando plantar a semente na cabeça dos médicos de que a doença é um grande problema, que não é brincadeira.

“TDAH destrói vidas. Síndrome da ansiedade social destrói vidas. É uma epidemia trágica. Muito mais séria e abrangente do que você pensa”.

Isso começa anos antes. Pessoas são pagas para falar sobre isso. Quando a droga chega ao mercado você diz “graças a Deus surgiu um remédio para essa doença incurável da qual ouço falar há anos!”.

Viomundo – Por que a população em geral e os médicos, em particular, caem nessa armadilha tão facilmente e com tanta frequência?

AFB – Olha, é mais difícil enganar a população do que os médicos. É muito fácil enganar os médicos. Por vários motivos. Ao menos nos EUA, os médicos, em geral, vêm das classes mais altas da sociedade. Nunca venderam nada. Não têm vendedores na família. Não têm familiaridade com técnica de vendas.

Às vezes conversamos com estudantes que têm vendedores na família e eles identificam claramente as técnicas de vendas. Os médicos não reconhecem. Não apenas vêm das classes mais altas, mas também são ingênuos.

Aparentemente, nos Estados Unidos, e não sei se isso se aplica também ao Brasil, os médicos são mais suscetíveis a golpes financeiros. Eles são inteligentes. São muito bons nas provas de múltipla escolha. Mas não têm esperteza. São crédulos. Para mim foi muito interessante descobrir isso.

Viomundo – Isso não é apenas uma maneira de desculpá-los facilmente? Eles não deveriam ter mais responsabilidade sobre o que estão fazendo?

AFB – Mas eles não são expostos… Ok, nós fazemos uma apresentação chamada “Porque o almoço é importante” e trabalhamos nela com muito cuidado. Usamos psicologia social para ajudar os médicos a perceber esses truques. Uma das coisas que fizemos na apresentação foi, numa das primeiras vezes que a testamos, espalhei pessoas na plateia para anotar os comentários que os médicos faziam. Pegamos os comentários mais comuns e transformamos em slides. Depois usamos esses slides com outras plateias e teve um efeito impressionante.

Um deles, por exemplo, dizia: “Você está errado, os representantes das indústrias farmacêuticas são meus amigos!” ou “eu sou muito inteligente para ser comprado por uma fatia de pizza e você está sugerindo isso!”

Pusemos esses comentários nos slides e depois explicamos porque estavam errados. Os médicos ficaram chocados. Realmente chocados! Porque mostramos o que estavam pensando. Foi muito eficaz.

As pessoas saíram das nossas apresentações jurando que jamais receberiam um representante da indústria novamente. Nunca iriam a um jantar pago pela indústria novamente. Ninguém gosta de ser enganado e quando você descobre que está sendo enganado você fica com raiva. E eles não estavam com raiva de nós e sim dos fabricantes de remédios.

A grande maioria dos médicos quer fazer o melhor para os seus pacientes. Existem alguns que fazem qualquer coisa por dinheiro. Mas eles são a minoria. A maioria quer fazer o melhor para os pacientes. Mas eles não se dão conta de que as fontes das informações que recebem são contaminadas, que estão sendo manipulados pela indústria de diversas maneiras.

Que a indústria controla a informação sobre remédios apresentados em encontros médicos, em publicações médicas, em toda fonte de informação da qual eles dependem. E não gostam quando descobrem isso.

Viomundo – Como é possível mudar tudo isso se a indústria controla a pesquisa e o desenvolvimento de novos remédios, os testes em humanos, tem um dos maiores lobbies no Congresso e assim controla as leis escritas a respeito dela. Como escapar dessa situação?

AFB – Acho que é preciso promover mudanças em várias frentes. Algumas coisas mudaram um bocado, nos EUA, nos últimos cinco a dez anos. Ainda existe muito a fazer, mas acho que boa parte é expor os problemas.

Trabalhos como o da ProPublica divulgando na internet os pagamentos para médicos, de forma simples e acessível. A divulgação obrigatória [do que os médicos recebem da indústria] é importante. Mas não é suficiente.

Algumas mudanças tem que vir da profissão médica mesmo. Ela tem que recusar a relação com a indústria em nível individual ou no nível das sociedades médicas que aceitam dinheiro da indústria. As sociedades médicas têm que parar de receber dinheiro.

Os médicos têm que recusar presentes e temos que tirar todas as pessoas que tenham qualquer conflito de interesse com a indústria farmacêutica dos órgãos decisórios sobre riscos e benefícios de remédios.

Tem que haver reformas legislativas também. Você mencionou a pesquisa, que é muito importante. Nos EUA, há 30 anos, o Instituto Nacional de Saúde financiava 70% de todas as pesquisas biomédicas. Agora, é a indústria que financia 70% das pesquisas biomédicas. Isso é um problema.

Precisamos de mais financiamento do governo. Testes financiados pelo governo às vezes descobrem que remédios antigos são melhores do que os novos. A indústria nunca vai financiar esse tipo de estudo. A indústria financia vários estudos e só publica aqueles dos quais gosta, o que faz sentido de um ponto de vista de negócios.

Viomundo – Sim. Mas não faz o menor sentido para a minha saúde.

AFB – Exato. Existe um movimento internacional para obrigar as empresas a divulgarem as informações de testes em humanos. Se não publicarem, têm que disponibilizar os dados para que outros pesquisadores possam publicá-los, o que é ótimo!

Isso vem do ativismo da comunidade da saúde. Mas algo tem que ser feito pela comunidade médica. Quando vamos à comunidade médica com nossas apresentações, quando lhes explicamos, em geral reagem bem.

Eles vão eliminar essas relações se acharem que são más para os pacientes. Então, parte da solução é a educação e também divulgação obrigatória, exposição, legislação, regulamentação… são várias frentes.

Fonte: SPF

26 de março de 2015

VOCÊ CONHECE A GRIPE DO RASTRO QUÍMICO ?



GRIPE DO RASTRO QUÍMICO 1

A Mídia já se fala em SUPERBACTÉRIAS resistentes aos ANTIBIÓTICOS.... E nós já vínhamos falando sobre isso aqui a muito tempo, que isso iria acontecer, e a agenda da elite continua a todo vapor com a intenção de redução populacional...

Os rastros químicos são compostos de bário, alumínio, além de polímeros (filamentos de Silício), EDB (dibromoetano, pesticida químico já proibido).

Estes rastros causam câncer, mau de Alzheimer, gripe, febre entre outras coisas.

E se um avião de rastro químico passar sobre uma zona onde tem abelhas e outros insetos e estes insetos forem atingidos pelo rastro químico, eles morrem, tenha visto a mortandade de ABELHAS pelo mundo, as grandes, POLINIZADORAS DA TERRA...

Vejam o que acontece: passam os aviões e deixam os rastros, o céu fica estranho no dia seguinte e esfria, dois dias depois chove e é batata!

Já estamos com a garganta ardendo e o nariz entupido. Sempre. Se levam as crianças no PS eles receitam amoxicilina. 

Sem se importar mesmo em diferenciar se a infecção é bacteriana ou viral, pra tanto antibiótico?

Por João Silva.

19 de fevereiro de 2015

VIVER DE ACORDO COM AS REGRAS OU SER AUTÊNTICO?



No mundo massificado em que vivemos, tudo conspira para que nos movamos de acordo com as normas e padrões impostos pelo exterior, pois, desse modo, as chances de não sermos marginalizados e rejeitados serão maiores.
O oposto disso é cultivar a autenticidade, manter-se fiel ao seu próprio ser, guiar-se pelo que sua consciência e seu coração lhe sopram suavemente a cada momento. Pagamos um preço muitas vezes alto, quando optamos por esse padrão de atitude. Nem sempre seremos aceitos e compreendidos.
Entretanto, nada pode nos dar mais prazer e alegria interior. Quando nos mantemos fiéis à nossa própria natureza, passamos a atrair, naturalmente, pessoas e situações em sintonia com essa nova forma de agir e descobrimos o prazer de conviver sem ter de estar, o tempo todo, preocupados em agradar os outros para nos sentirmos socialmente inseridos.
Muitas pessoas confundem autenticidade com o direito de fazer tudo o que desejam, ou dizer tudo o que pensam sem se preocupar se estão prejudicando ou magoando outras pessoas. Ser autêntico é seguir o próprio coração, mas jamais perder de vista o respeito pelos sentimentos alheios.
Libertar-se das máscaras que fomos condicionados a vestir na convivência social e até mesmo nos relacionamentos íntimos, é o primeiro passo para que aprendamos a viver uma vida autêntica, sendo fiéis aos nossos sentimentos e à nossa verdade interior.
O critério é sempre examinar nosso coeficiente de felicidade. Quanto mais distantes estivermos do que nosso coração deseja, menor ele será.

[Elisabeth Cavalcante]

17 de fevereiro de 2015

A MENTE CONDICIONADA...



°*”˜˜”*°•.¸☆ ★ ☆¸.•°*”˜˜”*°•.¸╰• ⊰✿ ƸӜƷ ✿⊱• ╯°*”˜˜”*°•.¸☆ ★ ☆¸.•°*”˜˜”*

“A mente condicionada segue a programação proposta pela sociedade, pela família e pela religião. Você se sente obrigado a cumprir esse programa porque é a única maneira de sentir-se pertencendo; a única maneira de sentir-se amado. Mas, para seguir nessa direção, você tem que abrir mão do programa da sua alma. Então, é inevitável que você sinta uma angústia contínua, que pode se manifestar na forma de doenças, de repetições negativas, e principalmente no sentimento de que você está desencaixado e que a vida não tem sentido. Mas, estando fora da trilha do seu coração, é natural que a vida não tenha sentido para você.”

⊱• ╯°*”˜˜”*°•.¸(Sri Prem Baba)

13 de janeiro de 2015

BOMBARDEIO MIDIÁTICO DIÁRIO COM A IDÉIA DE UNIDADE

PARA QUE FIQUEMOS DO LADO DO OPRESSOR SEM PERCEBER
Por Val Qic

A mídia manipula o senso comum e temos que entender que isso tem raizes lá em nossa fase da escola primária. Nos é “ensinado” nas escolas por meio de livros didáticos viciados, somente uma história linear dos “vencedores”.


E na atual crise mundial de guerras sangrentas e racistas, que a mídia tenta atenuar, devemos DESPERTAR O SENSO CRÍTICO PARTICULAR ATRAVÉS DA LÓGICA.

Nós somos os únicos que podemos mudar o mundo através da CONSCIENTIZAÇÃO DA VERDADE, os Governos temem isso, porque somos a maioria. A verdadeira revolução é na mente, está em nós.

O VÍDEO MOSTRA QUE OS ASSASSINOS ESTÃO JUNTOS NA MARCHA DO ÚLTIMO DOMINGO, LONGE DO POVO, POR MEDO !!!
Isso prova que eles estão com medo do povo!
A internet nos dá essas informações e é nela que fugimos do controle das mídias convencionais 
(TV, RÁDIO, JORNAIS E REVISTAS)



PENSE, QUESTIONE E DESPERTE!



..

11 de janeiro de 2015

A MULHER OBJETO



Até quando as mulheres passarão a pensar e deixar de acreditar que o corpo, a imagem é o passaporte para uma vida feliz se tudo isso acaba?

Beleza de Photoshop, obrigada às mulheres a quererem uma beleza que não existe, nem mesmo com bisturi.

Até quando as mulheres, deixarão de usar o cérebro e perceber que a futilidade, em cima de mentes atrofiadas é algo do Mundo Capitalista para lucrar em cima do que chamam de MODA, como se fossem meros objetos para usar, usar, usar...

ATÉ QUANDO O "TER" E O "SER O QUE NÃO É REAL" DEIXARÁ DE CRIAR ROBÔS?

ASSISTA AO VÍDEO

9 de janeiro de 2015

FARSAS SOBRE O ATAQUE NA FRANÇA - REVISTA CHARLIE HEBDO

GENTE... OLHA COMO FUNCIONA AS MENTIRAS DESSES ATAQUES PARA CULPAR MUÇULMANOS.


O atentado aos jornalistas da revista Charlie Hebdo, notoriamente conhecida por publicar charges de cunho religioso, que desagradam a todas as vertentes das mais diversas crenças, possui contradições, senão evidências de que são uma farsa.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTÁ-LA


Ao analisar os fatos, informações e provas a respeito do evento, algumas dúvidas e questões começaram a surgir, formando um quadro que todos nós já vimos antes, de Pearl Harbor ao 09/11, e passando por Boston. Comecemos pela falta de reivindicação da autoria. Tenho debatido em diversos grupos, e vou expor aqui algumas das minhas próprias dúvidas.

Se são realmente "terroristas muçulmanos", então esta ação vai contra todas as outras que já efetuaram. Digo isso porque me parece que foi um ataque muito "bem sucedido", e isso faria com que os "terroristas" sentissem orgulho de suas ações, o que motivaria que os responsáveis assumissem a autoria em seguida. Sem falar na questão do martírio, que é uma das maiores motivações para levar um muçulmano a se sacrificar em nome dos ideais do Islã.

Muito bem treinados estes terroristas, hein? Melhor estilo serviço-secreto. Pelas roupas, posicionamento tático, máscaras de esqui. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, pelo menos até agora, que eu saiba. Outra coisa, os "terroristas" são brancos, caucasianos europeus, como me parece bem evidente nas filmagens. O que é diferente das fotos liberadas pela polícia, dos irmãos suspeitos. Não me parece ser o mesmo tom de pele, do vídeo e das fotos.

Existem muçulmanos radicais europeus? Provavelmente. Mas somando tudo, todos os fatos colocados na balança, me parece muito com uma false flag, o que a NOM adora usar. No site da CBS News, diz que um policial, que quis permanecer anônimo, afirma que os irmãos teriam ligação com uma rede terrorista do Yêmen. Terroristas estes que teriam esquecido sua CNH no carro de fuga. Carro de fuga que por sinal estava diferente quando a polícia o encontrou. Quando os "terroristas" usaram o carro, os espelhos retrovisores eram cromados, mas quando a polícia encontrou o carro, magicamente os espelhos eram pretos, e com o documento de um dos suspeitos em seu interior.

Abaixo tem um link de um vídeo, filmado do terraço do prédio em frente, que mostra duas pessoas usando coletes à prova de balas, enquanto ocorria o evento, assim como mostra 3 policiais se afastando do local, segundos antes dos "terroristas" abandonarem o prédio após a chacina: 



Seguindo adiante, no site da CBS também está escrito que os homens falavam francês fluente, com "estilo militar", aos gritos de "Allahu akbar!", e que teriam inclusive errado o prédio, entrando em um edifício vizinho. E eles sabiam direitinho os nomes das vítimas. Cédric Le Beché, um "agente do governo" que testemunhou a ação, disse que os "terroristas" avisaram para alertar a mídia de que eles eram da rede Al Qaeda do Yêmen! Puxa, se eles não dissessem, acho que ninguém desconfiaria, né?

Agora, o que eu considero o mais alarmante. O disparo à queima-roupa de um fuzil AK-47, e que simplesmente não causa nenhum tipo de dano! Veja o vídeo abaixo:

Bem, agora veja alguns vídeos do poder de fogo de um Rifle de Assalto AK-47:






Neste vídeo abaixo em especial, eu chamo a atenção para a quantidade de sangue que corre das vítimas, atingidas acidentalmente por disparos de um rifle AK-47, disparado por um rapaz que dançava Gangnan Style em uma festa de casamento no Yêmen, em 2013:



Engraçado também é que não há imagens da parte interna da revista; eles sempre gostam de mostrar o estrago causado pelos "terroristas", o que causa a identificação com as vítimas, e o posterior ódio pelos perpetradores. Mas nesse caso, quase não há informações, e imagem simplesmente não existe. Bom, pode ser que a mídia francesa seja diferente da americana...

Somando-se todas as partes, levando em consideração todas as manipulações das quais já fomos vítimas, sou levado a crer que estamos diante de outra false flag. Afinal, um grupo armado, que me parece todos consideram bem treinados, atacar uma redação de uma revista conhecida por satirizar toda e qualquer religião, em um país onde a xenofobia vem ganhando espaço, e estes homens bem treinados esquecerem um documento pessoal dentro de um veículo que não parece ser o mesmo das imagens, me parece um tanto contraditório. Adicione o fato de um disparo feito muito de perto por uma arma de guerra, causar dano nulo, contrariando todos os outros ferimentos já infligidos por esta arma, e teremos uma falsa bandeira, bem como foi em Boston.

Falando em Boston, alguém considera que o veredito no julgamento de Tsarnaev será outro que não a pena de morte?

.Por Ivan Figueiredo

CONCLUSÃO FINAL: 
Querem a Guerra, a 3ª Mundial
Lavar a Terra com sangue de
inocentes, que em conjunto com a mídia
Mundial, transformam coitados em culpados,
manipulando os fatos.

VEJA TAMBÉM A MATÉRIA

MARCHA CONTRA O TERRORISMO FREQUENTADA POR TERRORISTAS - HIPOCRISIA



6 de janeiro de 2015

RÓTULOS



"Aceitei ser mais gente, pessoa, mais humano do que antes ser mais um rótulo ou ser rotulado. Os rotulamentos causam a perda da essência de qualquer ser que raciocina e pensa como indivíduo. Os rótulos mascaram o conteúdo do produto que se rotula. A vida não se deixa rotular, pois a vida é essência, é conteúdo, é Vida; não é propaganda da eternidade ou marketing do porvir. Ser rotulado e se tornar um rótulo é perder a individualidade que existe em si mesmo e aceitar ser na vida um subproduto de um produto da sociedade que existe para ser descartado. Não importa em que esteja sendo rotulado o existir, sejam os rótulos sociais, políticos, religiosos, filosóficos ou até mesmo os pessoais, no todo será mais um "rótulo". Quando a consciência se alinhar no equilíbrio e na sublimidade do ser, descobrirá que rótulos não fazem jus ao conteúdo que em si encerra sua essência."


(Victor Matheus Faria)

.

11 de outubro de 2014

IDIOTIZAÇÃO DE PESSOAS

O Facebook está envolvido no negócio de marketing, no jogo de vendas, na gestão de marcas. A marca são as próprias pessoas, vendem-se a si mesmas ... via marketing... de uma imagem FALSA do que realmente SÃO.



O Capitalismo demonizou as pessoas que agora só querem comer em FastFoods, jogar jogos em vídeos, usar seus Smartfones sem parar, olharem para a telinhas e se olharem e fantasiar que são celebridades.




Este mundo é totalmente fraudulento, cheio de consumidores fabricados, cujo consumo primário é a sua própria propaganda, seu próprio narcisismo. Essas pessoas nunca fazem nada por ninguém. Sempre fingem para que todos dêem suas
aprovações, basta somente se parecer bom, uma pessoa de bem, sem defeitos humanos como se isso fosse possível. Usam o EU nunca o sobre NÓS. É sempre "cada um por si" e nunca "estamos todos juntos".


É tudo sobre a cultura do egoismo que levou nosso mundo a ser governado assim, por psicopatas e é facil identificá-los ´eles são incrivelmente ricos. E todos eles são capitalistas de ultra-livre mercado. O capitalismo de livre mercado é o sistema econômico de psicopatas para psicopatas. Ele nega totalmente a "democracia", transferindo todo o poder real de não eleitos mercados, irresponsáveis - controlado por eles!

Como é que os Dumbocrats jamais conseguiu mudanças onde a votação nunca muda nada, porque os mercados governam tudo e ninguém pode votar nos mercados? Dumbocrats são idiotas que foram projetados pela Elite SER idiotas. Sua finalidade não é pensar, mas para servir a consumir, a comprar.

A votação democrática, não importa em quem se vota, tem sempre exatamente o mesmo efeito: ele mantém a Elite no poder.

~Orion ~ Heteronimo de Val Qic



7 de julho de 2014

PALESTRA - CULTURA DA VAIDADE E DO CONSUMO



PARTE DO INÍCIO DA PALESTRA:
"...O que leva as pessoas em geral e as crianças em particular em darem VALOR 
ao consumo e não somente darem valor ao consumo e sim associar o consumo 
à própria IDENTIDADE, ou seja:
Se verem como SERES CONSUMIDORES, não somente por gostarem de comprar mas, 
verem na sua IDENTIDADE DE UM CONSUMIDOR.

VAMOS MAPEAR ESSE TEXTO COM UMA VISÃO AMPLA ONDE VEREMOS TUDO POR ESSA ORDEM:
- A SOCIEDADE
- A INFÂNCIA
- A DIMENSÃO MORAL

Antes de mais nada, a minha proposta é em torno de uma análise salientar que nós 
vivemos numa CULTURA entre vários nomes o que mais se adequá,  
é a CULTURA DA VAIDADE

Vou explicar as razões:

- Vocês sabem que existe uma espécie de "nebulosa semântica" em torno do AMOR PRÓPRIO.

Então, envolve temas como orgulho, fatuidade, honra, altivez, soberba, afetação, 
arrogância e a própria vaidade, são temas que circulam em torno da dimensão AMOR PRÓPRIO..."


Assista a palestra na íntegra pelo youtube:





Palestra de Yves de La Taille no 2º Fórum Internacional Criança e Consumo.

7:00 O que é um vencedor hoje?

9:50 Vergonha X orgulho

11:50 Cultura do Espetáculo

20:20 Valorização: autoridade ou celebridade?

22:10 Porque as pessoas consumem tanto?

Yves de La Taille, é professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Autor de "Moral e ética - dimensões educacionais e afetivas" (Prêmio Jabuti 2007). Atualmente, ministra aulas de Psicologia do Desenvolvimento e desenvolve pesquisa na área de Psicologia Moral.





28 de junho de 2014

A FARSA DO SOL

Prescrição de 10.000 UIs de Vitamina D Traria para a Indústria Farmacêutica uma Perda de Trilhões de Dólares



Nunca levamos a sério o termo “vitaminada”, usado durante muito tempo para definir uma pessoa forte, atraente, saudável. Pois deveríamos levar, principalmente se o sujeito em questão for alguém em dia com a vitamina D, uma substância que controla 229 genes de todas as células humanas. Mas o valor desse hormônio, considerado hoje em dia um dos mais importantes para a saúde humana, só foi descoberto em 2010. Sem vitamina D, a pessoa está sujeita a desenvolver uma lista enorme de doenças neurodegenerativas e autoimunitárias, como Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, lupus, miastenia gravis, artrite reumatoide, psoríase e diabetes do tipo 1.

O neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), remete às 32 mil publicações que relacionam a deficiência de vitamina D ao alto risco de câncer; das mais de 20 mil que associam o nível baixo ao diabetes; e das 17 mil que associam o mesmo déficit à hipertensão. “Mulheres com baixos níveis de vitamina D dificilmente engravidam, e quando engravidam, abortam no primeiro trimestre da gestação. Caso levem a gestação adiante, o bebê pode nascer com malformações congênitas.”

Produzido há pelo menos 750 milhões de anos, esse hormônio pode ser sintetizado não só pelos seres humanos, mas também por diversos organismos, inclusive os do fitoplâncton e zooplâncton, e outros animais que se expõem à luz. A vitamina D é mensurada em International Units (IU), o que corresponde na língua portuguesa a Unidades Internacionais. A exposição ao sol de partes do corpo, como braços e pernas, por 20 minutos, garante a produção de aproximadamente 10 mil UI. É quase impossível obter a mesma quantidade por meio da alimentação, pois a produção de 10 mil UI exigiria cerca de 100 copos de leite por dia.

Segundo Coimbra, a vitamina D não pode ser considerada pelo fator nutricional porque a ciência tem demonstrado que a pele humana, exposta ao sol, se transforma em uma glândula endócrina, produtora do hormônio. A ideia de desenvolver um quadro de hipervitaminose ou envenenamento por vitamina D, que pode desencadear sintomas tóxicos, é pouco provável. Conforme o neurologista, existe desinformação generalizada não só entre a população geral, mas também na classe médica.

Confinamento

“Durante centenas de milhares de anos, o homem tem vivido com o sol; nossos ancestrais viveram mais frequentemente ao ar livre do que em ambientes fechados. Desenvolvemos dependência pela luz do sol para a saúde e a vida, de modo que a ideia de que a luz solar é perigosa não faz sentido. Como poderíamos ter evoluído e sobrevivido como espécie, se fôssemos tão vulneráveis a algo a que o ser humano tem sido exposto constantemente ao longo de toda a sua existência?”, indaga Frank Lipman, clínico geral e especialista reconhecido internacionalmente nos campos da Medicina Integrativa e Funcional.

Na mesma linha, Coimbra aponta o estilo de vida contemporâneo como o principal vilão da deficiência de vitamina D no organismo. Na sua opinião, as pessoas passam a frequentar os shopping centers em vez de ir aos parques. Saem de seus apartamentos, tomam o elevador que já dá acesso à garagem, entram em seus automóveis e chegam ao seu destino. Outra vez, garagem, elevador, local de trabalho. Ele diz que isso nunca aconteceu na história da humanidade. Hoje, uma pessoa é capaz de passar um ano inteiro de sua vida, sem expor uma nesga de sua pele ao sol. Vive de um ambiente confinado para outro.

Nesse ritmo, no período do inverno, 77% da população paulistana está com nível baixo de vitamina D, o que melhora no verão, quando o índice cai para 39%. Enquanto isso, na Europa, a cada ano há 6% a mais de crianças com diabetes infanto-juvenil. Seduzidas pelas diversões eletrônicas, elas abandonam cada vez mais as atividades ao ar livre. “Os pais ficam satisfeitos porque elas estão longe da violência urbana, mas não percebem que os filhos estão se transformando em diabéticos pelo resto da vida”, reforça o neurologista.
Em contrapartida, as pessoas idosas também fazem parte de um dos grupos mais suscetíveis à deficiência desse hormônio. Por exemplo, a aposentadoria reduz suas saídas à rua, isso resulta em uma menor exposição solar. A pele dos idosos tem apenas 25% da capacidade de produzir vitamina D em relação a uma pessoa jovem de 20 anos. Ou seja, eles precisam de quatro vezes mais de exposição solar para produzir a mesma quantidade de vitamina D, conforme Coimbra.

Outro agravante, as pessoas bloqueiam a radiação ultravioleta B, que auxilia na produção da “vitamina”, quando se lambuzam com protetores solares. Para se ter ideia, o fator de proteção solar número 8 diminui em 90% a produção de vitamina D. Já o fator 15 diminui em 99%, ou seja, praticamente zera a produção de vitamina D.

Horário ideal

No reino animal, lagartos adoram tomar sol. E por uma razão muito simples, eles não são capazes de aquecer seus corpos sozinhos, sem a ajuda do ambiente externo. Enquanto isso, os seres humanos, para manter a temperatura ou para se aquecer, necessitam de agasalhos. A conclusão é: o mesmo Sol que aquece esses animais nos ajuda a produzir a vitamina D. Portanto, se ele nos traz esse benefício, não há motivo para temer os raios solares!
Segundo o neurologista, o horário ideal para tomar sol, o momento em que a radiação ultravioleta é mais positiva para produzir vitamina D, é aquele quando a sombra tem a mesma extensão que a estatura da pessoa. Atualmente, isso ocorre pela manhã entre 8h30 e 9 horas. O ideal é aguardar meia hora para passar o protetor solar, porque após esse tempo, com ou sem protetor, a criança e o adulto não vão mais produzir vitamina D.

O mesmo vale para quem optar pela exposição vespertina. No final da tarde, quando a sombra tiver a mesma extensão da estatura da pessoa, os raios solares voltam a ter a mesma qualidade benéfica para produzir vitamina D. “Ao meio-dia, o sol está a pino e a sombra não existe. O indivíduo não produz vitamina D, só câncer de pele”, alerta Coimbra.

Influência

Nos dias atuais, a Internet é um campo fértil para se manter informado sobre este assunto, embora não esteja à disposição de todos. Há centenas de artigos a respeito, mas, infelizmente, muitos deles estão disponíveis somente em inglês. É o caso do texto do neuropsiquiatra John Cannell (http://goo.gl/LlQOK). Ele acusa pesquisadores da indústria farmacêutica norte-americana de estarem tentando alterar a molécula da vitamina D, para transformá-la em uma substância patenteável, ou seja, em remédio. A influência deles é tamanha, a ponto de se manterem unidos em comitês que “aconselham” o governo dos Estados Unidos a estabelecer a dose recomendável, entre 200 e no máximo 400 unidades por dia, bem aquém do necessário.

Além de prescrever doses mínimas, a maioria dos médicos sequer solicita dosagem da vitamina D no sangue. Coimbra ressalta que muitos especialistas, que acompanham pacientes com osteoporose e recomendam essa quantidade de suplementação, ficariam surpresos ao constatar o quão baixo é o nível dessa substância no sangue.

Cannell denuncia exatamente isso. “Só deixando a pele dos braços e das pernas expostas, uma pessoa de pele clara e jovem produz 10 mil unidades de vitamina D. Essa quantidade é 50 vezes maior do que aquela colocada à disposição do público como suplemento de vitamina D, com o título da dose recomendada. Caso fosse prescrito metade disso (5 mil) para toda a população adulta, haveria redução em 40% da ocorrência de novos casos de câncer. Isso representaria para a indústria farmacêutica uma perda de 40% de uma receita de trilhões de dólares”, completa.

Fontes: