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6 de abril de 2015

MAGNETISMO PODE SER TELETRANSPORTADO

Desaparecimento e reaparecimento

Cientistas espanhóis conseguiram um feito que lembra a ficção científica.

Eles "desacoplaram" o magnetismo de sua fonte, o ímã, e transferiram esse magnetismo para outro ponto no espaço, onde ele atuou exatamente como se o ímã estivesse presente.

Em uma palavra, eles descobriram como teletransportar o magnetismo.

O ímã é circundado por seu campo magnético, representado em preto. O concentrador (b) envolve o ímã, expulsando o campo magnético para seu entorno. Em (c), o segundo concentrador captura o magnetismo, efetivamente transferindo-o no espaço.[Imagem: Navau et al./PRL]


Há menos de um ano, a mesma equipe criou a primeira camuflagem magnética, um autêntico manto da invisibilidade para ondas magnéticas.
Agora eles foram muito além, usando seu dispositivo circular, já devidamente ajustado, tanto para concentrar quanto para "expulsar" o campo magnético, permitindo sua transferência para outro ponto, separado por um espaço vazio da fonte original.


Limitações do magnetismo

O magnetismo está por toda parte, sendo o elemento essencial dos geradores que produzem eletricidade, dos motores elétricos, do armazenamento digital de dados, de exames médicos como ressonância magnética, e uma série quase infindável de etcéteras.

Ainda assim, os campos magnéticos vistos isoladamente, de forma estática, têm muitas "deficiências", a maior delas sendo seu curto alcance - um campo magnético decai rapidamente conforme se distancia da sua fonte, enquanto campos eletromagnéticos podem ser transmitidos a grandes distâncias.

"Tampouco é possível hoje concentrar fortes campos magnéticos em pontos determinados do espaço, o que seria de grande valia para guiar partículas magnéticas dentro do corpo humano para levar a cabo tratamentos localizados," afirmam Jordi Prat-Camps, Carles Navau e Àlvaro Sánchez, da Universidade Autônoma de Barcelona.

Mas o trio já descobriu como contornar essas limitações do magnetismo.


Modo concentrador magnético: Campos magnéticos distantes (a) mal interferem entre si, mesmo que sejam bastante aproximados (b). Com o uso de quatro concentradores (c), contudo, o campo magnético é concentrado na árecentral do arranjo. [Imagem: Navau et al./PRL]



Concentrando o magnetismo

Partindo de seu trabalho anterior, da camuflagem magnética, os pesquisadores identificaram as soluções matemáticas necessárias para manipular as ondas magnéticas, fazendo-as seguir o caminho que se desejar pelo espaço real.

Eles então projetaram um concentrador magnético perfeito, que permite fazer com o magnetismo o que uma lente faz com a luz - concentrá-lo em um ponto bem definido no espaço.

O uso mais natural dessa técnica será no reforço de sensores magnéticos, sejam aqueles usados nas cabeças de leitura dos discos rígidos, sejam os sensores usados nos equipamentos de imageamento médico.

Mas o melhor estava por vir.

Teletransporte do magnetismo

Assim como pode concentrar a energia magnética, esse dispositivo também pode fazer o inverso, "expulsando" o campo magnético de sua fonte, abrindo o caminho para o seu teletransporte, ou seja, sua transferência para outro ponto no espaço.

"Usando dois ou mais desses concentradores, a energia magnética de uma fonte, como um ímã, pode ser transferida para um local desejado, à distância, através do espaço livre," descrevem os físicos.

O primeiro concentrador, em forma de anel, envolve o ímã, capturando seu magnetismo e arremessando-o para fora do perímetro do anel.

Lá fora, um ou mais concentradores idênticos capturam esse magnetismo e concentram-no em seu centro, que está vazio, mas que passa a apresentar magnetismo exatamente como se um ímã estivesse lá.

Os concentradores podem ser fabricados com materiais largamente disponíveis, como ferromagnetos e supercondutores.

O campo magnético "viaja" da borda do primeiro concentrador para o centro do segundo. [Imagem: Navau et al./PRL]



Vários experimentos têm mostrado que os sonhos de Nikola Tesla, de transmitir energia à distância - a chamada eletricidade sem fios - não eram assim tão estapafúrdios quanto alguns de seus detratores tentaram fazer crer.

Mas essa é a primeira vez que se demonstra matematicamente a possibilidade de transmitir magnetismo à distância.

A solução, por enquanto, só vale para campos magnéticos estáticos, enquanto o uso desse magnetismo transmitido à distância para gerar energia - através de um gerador comum - exigiria a transmissão de campos magnéticos que se alteram com o tempo.

Mas os cientistas espanhóis afirmam que já estão estudando essa possibilidade.

O fundamento de todas essas técnicas é a chamada óptica transformacional, que está fazendo história com os metamateriais e seus mantos de invisibilidade e lentes perfeitas.

"A adequada reinterpretação das equações de Maxwell, que acabam de completar 150 anos, através da técnica da óptica transformacional, está permitindo seguir descobrindo novas soluções para o eletromagnetismo clássico, criando novos enfoques e possibilidades. Sem dúvida, o eletromagnetismo seguirá sendo parte de nossas vidas," concluem os pesquisadores.

Bibliografia:

Magnetic Energy Harvesting and Concentration at a Distance by Transformation Optics
Carles Navau, Jordi Prat-Camps, Alvaro Sanchez
Physical Review Letters
Vol.: 109, 263903
DOI: 10.1103/PhysRevLett.109.263903


8 de fevereiro de 2015

NIKOLA TESLA



" ... Supondo que os órgãos de agir de acordo com o espaço circundante causando curvatura da mesma, ela aparece à mente simples que os espaços curvos devem reagir com os corpos, e produzir os efeitos opostos, endireitando as curvas. Desde ação e reação são coexistentes, segue-se que a curvatura do espaço supostamente é totalmente impossível - Mas, mesmo se existisse, não poderia explicar os movimentos dos corpos, como observado. Apenas a existência de um campo de força pode explicar os movimentos dos corpos, como observado, e dispensa sua suposição com curvatura do espaço. Toda a literatura sobre o assunto é fútil e destinado ao esquecimento. Portanto, são todas as tentativas de explicar o funcionamento do universo, sem reconhecer a existência do éter e da função indispensável que desempenha nos fenômenos. Minha segunda descoberta foi de uma verdade física da maior importância. Como já procurou os registros inteiros científicas em mais de meia dúzia de línguas por um longo tempo sem encontrar a menor expectativa, eu me considero o descobridor original desta verdade, que pode ser expresso pela declaração: Não há energia em outra matéria de que recebeu do ambiente. "- Nikola Tesla.


27 de novembro de 2013

NASA FLAGRA EXPLOSÃO "MONSTRO" NUNCA VISTA ANTES NO UNIVERSO (VÍDEO)




A maior e mais brilhante explosão cósmica já testemunhada foi capturada por telescópios espaciais no final de abril deste ano, revelou, recentemente, um estudo publicado na revista Science. Chamada de "monstro" pelos cientistas, a grande sorte é que essa explosão gigante de raios gama aconteceu em uma galáxia muito distante - mais exatamente a 3,7 bilhões de anos-luz da Terra. "Esta explosão foi um evento cósmico que ocorre uma vez em um século", disse o chefe de astrofísica da Nasa, Paul Hertz, em uma coletiva de imprensa na última quinta-feira. A explosão de raios gama acontece quando uma estrela massiva morre, cai em um buraco negro, explode (no que é chamado de supernova) e emite radiação energética. Caso um planeta seja atingido por uma destas explosões, ele poderia perder a sua atmosfera e se tornar cinza, dizem os cientistas. Embora os telescópios em órbita da Nasa capturem explosões pelo Universo a cada dois dias em média, há mais de 20 anos, esta registrada em abril é considerada a maior de todas já vista. Sua força foi registrada no dia 27 de abril, quando os instrumentos da Nasa detectaram uma energia cinco vezes maior do que o último evento "concorrente" deste tipo, uma explosão ocorrida em 1999. Esta explosão foi muito mais forte e durou muito mais tempo, afirmam os pesquisadores. "Eu a chamo de monstro ", disse o astrofísico Rob Preece, da Universidade do Alabama, em Huntsville. Os cientistas afirmam que é improvável que uma explosão de raios gama, especialmente uma de grande porte, ocorra na nossa galáxia. Eles acreditam que o risco de isto acontecer é de menos de 1 em 10 milhões. Fonte: History Channel,

ASSISTA AO VÍDEO DA NASA QUE DEMONSTRA COMO FOI A EXPLOSÃO