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1 de fevereiro de 2015

BRANT HORTA ( 1876-1959)



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Missas! Viáticos! Báratros! Espasmos...
Missas! Viáticos! Báratros! Espasmos, 
Cores de Sons fragrantes de Guitarras, 
Esculturas de Músicas bizarras, 
Soluço e grito de éticos Marasmos!
Beethovens e terríficos Sarcasmos! 
Esdrúxulos e Sonhos de Fanfarras! 
Monjas brancas, Satãs de negras Garras, 
Rimas e Embrulhos que nos trazem pasmos;
Maiúsculas em penca! Mágoas - Dores! 
Círios fúnebres, Morte e mais Horrores, 
Confusão onde a Forma é que governa,
Tudo posto com Paciência e Jeito. 
É quando basta para de um Sujeito, 
Fazer um poeta esplêndido, à Moderna!
— Publicado sob pseudônimo (E. de Veras).

6 de janeiro de 2015

EU NÃO SOU NADA


Eu não tenho nome,

Eu sou como a brisa fresca das montanhas.
Eu não tenho abrigo;
Sou como as águas errantes.
Eu não tenho nenhuma santuário, como os deuses escuros;
Também não estou à sombra profunda dos templos.
Eu não tenho livros sagrados;
Também não sou temperado na tradição.
Eu não estou no incenso
nem vivo sobre os altares elevados,
ou na pompa de cerimônias.
Eu não estou nem na imagem de escultura,
Nem no canto rico de uma voz melodiosa.
Eu não sou limitado por teorias,
Nem corrompido por crenças.
Não sou realizado na escravidão das religiões,
Nem na agonia piedosa de seus sacerdotes.
Eu não estou preso por filosofias,
Nem realizado no poder de suas seitas.
Eu não sou nem baixo, nem alto,
Eu sou o adorador e o adorado.
Eu sou livre.
Minha canção é a canção do rio
chamando o mar aberto,
Errante, errante,
Eu sou a Vida.
Eu não tenho nome,
Eu sou como a brisa fresca das montanhas.

(Jiddu Krishnamurti)












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