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30 de março de 2015

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA EXPANDE DIAGNÓSTICOS E INVENTA DOENÇAS



– Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas doenças.

Parece teoria conspiratória. Mas a declaração da médica e professora Adriane Fugh-Berman é baseada em anos de pesquisa a respeito das práticas da indústria farmacêutica e da facilidade com que ela manipula os médicos, usados não apenas para vender remédios, mas também para promover doenças. No momento, ela está pesquisando algo que descobriu faz pouco tempo. Representantes de fabricantes de material cirúrgico muitas vezes são vistos dentro de salas de operação “ajudando” os cirurgiões. “Que relacionamento é esse?”, quer saber a pesquisadora.

Adriane Fugh-Berman é formada pela escola de medicina da Universidade Georgetown com especialização em medicina familiar. Militou em uma organização voltada à saúde da mulher e ouviu muitas más respostas de médicos, há duas décadas, quando reclamava que não existiam estudos comprovando a necessidade de tratamentos hormonais para mulheres na menopausa. Existia, isso sim, risco — como mais tarde ficou comprovado. O tratamento hormonal aumentou em muito os casos de cancro de mama e a prática mudou. Antes disso, ela ouviu muitas críticas em conferências e seminários médicos.

Quando embarcou no estudo e no programa de educação a respeito da relação dos médicos com a indústria farmacêutica, ela esperava uma reação ainda pior. Professora adjunta do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Georgetown, ela recebeu uma verba para estruturar o programa voltado para a educação dos médicos e para expor as práticas de marketing da indústria, os métodos que ela emprega para influenciar a prescrição de medicamentos. Tarefa espinhosa.

Filha de um casal ativo nos anos sessenta, nos protestos contra a guerra do Vietname, a médica e professora Adriane Fugh-Berman abraçou a oportunidade e criou um blog bem sucedido, com informações e denúncias de gente que trabalhou na indústria farmacêutica e aprendeu as técnicas empregadas para conquistar e influenciar os médicos. Nos últimos dez anos, ela viu resultados do trabalho nos Estados Unidos. Mas alerta que a indústria farmacêutica vê o Brasil, a China e a Índia como os principais mercados para a expansão da venda de remédios.

Fugh-Berman escreveu vários artigos mostrando que a indústria seleciona profissionais ainda em formação, nos chamados Cursos de Educação Continuada (CME). Vendedores bem preparados identificam possíveis formadores de opinião nos centros médicos das universidades: médicos, enfermeiros e assistentes. Eles são paparicados.

Recebem presentes, atenção, são convidados para jantar. Depois de uma checagem, são escolhidos os que poderão falar em nome da indústria e servir aos propósitos mercadológicos. Enquanto falam o que a indústria quer ouvir e divulgam, no setor, a visão das empresas, continuam recebendo todos os privilégios. Assim, as farmacêuticas vão comprando acesso aos profissionais que podem prescrever e promover remédios.



Viomundo – Como, quando e por que você lançou o blog Pharmedout, da Universidade Georgetown, do qual é diretora?

AFB – Originalmente, fomos financiados com dinheiro de uma punição. A Warner Lambert, que era uma subsidiária da Pfizer, foi processada pelos 50 estados americanos mais o Distrito de Columbia por causa da propaganda de um composto que aqui nos EUA se chama Gabapentin.

É um remédio para convulsões, para epilepsia, que estava sendo vendido e promovido como sendo um remédio para depressão e bipolaridade, dor muscular, tudo…

Houve um acordo na justiça a respeito da propaganda ilegal desse remédio. [Nota do Viomundo: Em 2004, a Pfizer foi obrigada a pagar US$ 430 milhões pela propaganda fraudulenta do remédio, vendido com o nome de Neurontin].

Os procuradores estaduais decidiram usar parte do [dinheiro do] acordo para financiar esforços de educação de médicos e do público a respeito das propagandas da indústria farmacêutica. Acho que eles financiaram 26 centros médicos universitários para criar modelos educativos.

Nós recebemos financiamento por dois anos e tivemos melhores resultados do que os outros projetos e somos o único projeto que continua sobrevivendo. Ao menos dos que não existiam antes disso. Existem uns dois que já funcionavam antes.

Eu venho de um ativismo na área de saúde. Trabalhei com um grupo chamado Rede de Saúde da Mulher que não recebe dinheiro algum da indústria e já tinha experiência com essa história de tentar promover mudança social sem ter orçamento…

Produzimos vídeos com gente que trabalhou na indústria, escrevemos análises de artigos acadêmicos, divulgamos material educacional na internet e não recebemos mais dinheiro desde 2008.

Viomundo – Como estão sobrevivendo?

AFB – Estamos sobrevivendo de doações individuais e organizamos uma conferência todo ano. Pedimos algum dinheiro para a escola e cobramos uma taxa de inscrição, apesar de deixarmos todo o mundo que não tem dinheiro entrar de graça porque tem muitos estudantes e eles não pagam nada, por exemplo.

Levantamos um pouquinho de dinheiro com a conferência e algumas doações da escola. Por exemplo, a verba para estudar a relação entre cirurgiões e representantes dos fabricantes de material cirúrgico que ficam dentro da sala de operações ajudando os cirurgiões e ninguém sabe nada a respeito dessas relações e como começaram.

Ganhamos um dinheiro do departamento de filosofia da Georgetown para essa pesquisa. Mas a maior parte da nossa verba vem de contribuições individuais. Temos apenas um funcionário remunerado. Eu não ganho nada do projeto e temos voluntários. Quando o dinheiro acabou, em 2008, ninguém saiu. Todo mundo ficou no projeto. E continuaram fazendo trabalho voluntário nos últimos cinco anos.

Viomundo – Num dos seus artigos você diz que a indústria farmacêutica promove doenças e não apenas a venda de remédios. Você pode explicar e dar exemplos do que está falando?

AFB – Existe um número maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante para a indústria fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso.

Uma delas é mudar o padrão do que caracteriza uma doença. Essa é uma área muito vasta e interessante. O padrão para diagnóstico de pressão alta e diabetes e colesterol alto caiu ao longo dos anos.

Viomundo – Para incluir mais gente nessas categorias de doentes?

AFB – Exatamente. Quando eu estava na escola de medicina, uma pressão de 12 por 8 era considerada perfeita. Era o alvo. E agora é considerada pré-hipertensão.

Viomundo – Como aconteceu essa mudança?

AFB – Existem comités que fazem as recomendações para essas mudanças e eles estão cheios de gente que recebe dinheiro das grandes empresas farmacêuticas.

Por exemplo, o Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol é supostamente independente e assessora o governo a respeito da maneira de administrar o colesterol.

O comitê que decidiu reduzir as metas tinha uma única pessoa com menos de três conflitos de interesse com os fabricantes de remédios de colesterol. Não sei nem se era zero, mas menos de três!

Obviamente, qualquer pessoa tomando decisões a respeito de remédios para um hospital ou um país não deve ter nenhum conflito de interesse com nenhum fabricante de remédios.

Outra forma de fazer com que pessoas saudáveis pensem que são doentes é expandir a categoria da doença ou até mesmo criar doenças.

Por exemplo, restless leg syndrome (síndrome da perna que não para). É uma doença real, neurológica, raríssima.

Mas foi redefinida de forma que se você está agitado durante a noite, pode ser diagnosticado com essa doença.

Outro exemplo é a doença da ansiedade social. É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.

Dependem muito da cultura e não existe nenhuma prova, nenhum exame para comprovar a existência da doença. Por isso é um alvo.

Uma das categorias que talvez tenha sido criada é essa doença da ansiedade social que antes chamávamos de vergonha.

Outra que foi criada é osteopenia, ou baixa massa óssea, que agora é considerada precursora da osteoporose e a osteoporose é apenas um fator de risco. Não é uma doença, é uma indicação de risco para quedas e fratura de ossos.

Então a osteoporose é um fator de risco para um fator de risco de uma doença. E a osteopenia é um fator de risco para um fator de risco para um fator de risco.

Viomundo – E eu aposto que existe um remédio para isso…

AFB – Claro. E os remédios mais usados podem aumentar o risco de fraturas se forem tomados por mais de cinco anos!

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também seria um exemplo de algo que provavelmente existe, mas agora qualquer criança que não se comporta na sala de aula é diagnosticada com TDAH e medicada.

Outra coisa que foi inventada é TDAH em adultos. Antes só existia em crianças. Agora também existe em adultos e assim podem continuar tomando remédios o resto da vida.

Existe também um esforço para classificar o vício em nicotina como uma doença porque as empresas que vendem produtos para ajudar a parar de fumar… as empresas de seguro de saúde só cobrem os gastos com esses produtos por dois meses porque eles devem te ajudar a parar de fumar. Depois de dois meses você parou de fumar e pronto.

Mas existe um movimento das empresas que fabricam esses produtos para classificar esse vício como uma doença para que os seguros cubram o custo do uso desses produtos pelo resto da vida.

Assim, eles tentam provar para os fumantes que eles não podem parar e que é melhor substituir o cigarro por um desses produtos. Talvez seja melhor mesmo usar um substituto da nicotina do que fumar, mas quem está tomando essa decisão são as empresas farmacêuticas que usam formadores de opinião na comunidade médica. E essas decisões não são baseadas em Ciência.

São tomadas apenas porque empresas biomédicas poderosas garantem que as opiniões que são favoráveis a elas calem as opiniões contrárias.

Metade das pessoas que consegue eliminar o cigarro com sucesso simplesmente param de fumar. E a indústria farmacêutica odeia isso. Quer fazer com que as pessoas acreditem que necessitam da ajuda dela. E que não podem parar sozinhas ou talvez não possam nunca parar.

É um recado horrível não somente para os consumidores, mas para os profissionais de saúde dizer: “Seus pacientes não conseguem parar de fumar”. Porque isso é o que você tenta primeiro. Se isso não funcionar, então usa um substituto. Mas alguns desses produtos também têm efeitos adversos.

Viomundo – Você diria que no fim do dia o dinheiro é a causa de todos esses problemas? A ganância? 

AFB – Acho que o mais importante é separar a indústria farmacêutica da educação, da regulamentação e das decisões a respeito de que remédios e tratamentos devem ser cobertos.

Não se pode permitir que a indústria se envolva com a educação, que influencie a regulamentação e participe dos comités que decidem que remédios são cobertos.

Eles podem apresentar argumentos e, se tiverem informações, podem apresentar para o comité. Mas as pessoas que participam desses comités não podem ter conflitos de interesse.

E uma das armadilhas é o seguinte conceito: “Eu não tenho conflito de interesses com essas empresas em particular”. Se estou avaliando um remédio, talvez eu tenha uma relação com a empresa B, mas estamos avaliando um produto da empresa A. Então não é um conflito de interesse.

Isso é uma tremenda armadilha por vários motivos. Um deles é que promover um remédio é muito mais do que divulgar os benefícios daquela droga. Pode ser também divulgar informações negativas a respeito de outros remédios. Divulgar informações negativas a respeito de dietas e exercícios. E não está mencionando o remédio da empresa com a qual tem relações.

O que muita gente não sabe e é muito importante é que a promoção de um remédio às vezes começa dez anos antes dele chegar ao mercado. Essa droga pode nem ter sido testada em humanos ainda, mas a empresa já está tentando plantar a semente na cabeça dos médicos de que a doença é um grande problema, que não é brincadeira.

“TDAH destrói vidas. Síndrome da ansiedade social destrói vidas. É uma epidemia trágica. Muito mais séria e abrangente do que você pensa”.

Isso começa anos antes. Pessoas são pagas para falar sobre isso. Quando a droga chega ao mercado você diz “graças a Deus surgiu um remédio para essa doença incurável da qual ouço falar há anos!”.

Viomundo – Por que a população em geral e os médicos, em particular, caem nessa armadilha tão facilmente e com tanta frequência?

AFB – Olha, é mais difícil enganar a população do que os médicos. É muito fácil enganar os médicos. Por vários motivos. Ao menos nos EUA, os médicos, em geral, vêm das classes mais altas da sociedade. Nunca venderam nada. Não têm vendedores na família. Não têm familiaridade com técnica de vendas.

Às vezes conversamos com estudantes que têm vendedores na família e eles identificam claramente as técnicas de vendas. Os médicos não reconhecem. Não apenas vêm das classes mais altas, mas também são ingênuos.

Aparentemente, nos Estados Unidos, e não sei se isso se aplica também ao Brasil, os médicos são mais suscetíveis a golpes financeiros. Eles são inteligentes. São muito bons nas provas de múltipla escolha. Mas não têm esperteza. São crédulos. Para mim foi muito interessante descobrir isso.

Viomundo – Isso não é apenas uma maneira de desculpá-los facilmente? Eles não deveriam ter mais responsabilidade sobre o que estão fazendo?

AFB – Mas eles não são expostos… Ok, nós fazemos uma apresentação chamada “Porque o almoço é importante” e trabalhamos nela com muito cuidado. Usamos psicologia social para ajudar os médicos a perceber esses truques. Uma das coisas que fizemos na apresentação foi, numa das primeiras vezes que a testamos, espalhei pessoas na plateia para anotar os comentários que os médicos faziam. Pegamos os comentários mais comuns e transformamos em slides. Depois usamos esses slides com outras plateias e teve um efeito impressionante.

Um deles, por exemplo, dizia: “Você está errado, os representantes das indústrias farmacêuticas são meus amigos!” ou “eu sou muito inteligente para ser comprado por uma fatia de pizza e você está sugerindo isso!”

Pusemos esses comentários nos slides e depois explicamos porque estavam errados. Os médicos ficaram chocados. Realmente chocados! Porque mostramos o que estavam pensando. Foi muito eficaz.

As pessoas saíram das nossas apresentações jurando que jamais receberiam um representante da indústria novamente. Nunca iriam a um jantar pago pela indústria novamente. Ninguém gosta de ser enganado e quando você descobre que está sendo enganado você fica com raiva. E eles não estavam com raiva de nós e sim dos fabricantes de remédios.

A grande maioria dos médicos quer fazer o melhor para os seus pacientes. Existem alguns que fazem qualquer coisa por dinheiro. Mas eles são a minoria. A maioria quer fazer o melhor para os pacientes. Mas eles não se dão conta de que as fontes das informações que recebem são contaminadas, que estão sendo manipulados pela indústria de diversas maneiras.

Que a indústria controla a informação sobre remédios apresentados em encontros médicos, em publicações médicas, em toda fonte de informação da qual eles dependem. E não gostam quando descobrem isso.

Viomundo – Como é possível mudar tudo isso se a indústria controla a pesquisa e o desenvolvimento de novos remédios, os testes em humanos, tem um dos maiores lobbies no Congresso e assim controla as leis escritas a respeito dela. Como escapar dessa situação?

AFB – Acho que é preciso promover mudanças em várias frentes. Algumas coisas mudaram um bocado, nos EUA, nos últimos cinco a dez anos. Ainda existe muito a fazer, mas acho que boa parte é expor os problemas.

Trabalhos como o da ProPublica divulgando na internet os pagamentos para médicos, de forma simples e acessível. A divulgação obrigatória [do que os médicos recebem da indústria] é importante. Mas não é suficiente.

Algumas mudanças tem que vir da profissão médica mesmo. Ela tem que recusar a relação com a indústria em nível individual ou no nível das sociedades médicas que aceitam dinheiro da indústria. As sociedades médicas têm que parar de receber dinheiro.

Os médicos têm que recusar presentes e temos que tirar todas as pessoas que tenham qualquer conflito de interesse com a indústria farmacêutica dos órgãos decisórios sobre riscos e benefícios de remédios.

Tem que haver reformas legislativas também. Você mencionou a pesquisa, que é muito importante. Nos EUA, há 30 anos, o Instituto Nacional de Saúde financiava 70% de todas as pesquisas biomédicas. Agora, é a indústria que financia 70% das pesquisas biomédicas. Isso é um problema.

Precisamos de mais financiamento do governo. Testes financiados pelo governo às vezes descobrem que remédios antigos são melhores do que os novos. A indústria nunca vai financiar esse tipo de estudo. A indústria financia vários estudos e só publica aqueles dos quais gosta, o que faz sentido de um ponto de vista de negócios.

Viomundo – Sim. Mas não faz o menor sentido para a minha saúde.

AFB – Exato. Existe um movimento internacional para obrigar as empresas a divulgarem as informações de testes em humanos. Se não publicarem, têm que disponibilizar os dados para que outros pesquisadores possam publicá-los, o que é ótimo!

Isso vem do ativismo da comunidade da saúde. Mas algo tem que ser feito pela comunidade médica. Quando vamos à comunidade médica com nossas apresentações, quando lhes explicamos, em geral reagem bem.

Eles vão eliminar essas relações se acharem que são más para os pacientes. Então, parte da solução é a educação e também divulgação obrigatória, exposição, legislação, regulamentação… são várias frentes.

Fonte: SPF

26 de março de 2015

SAÚDE - COMO USAR O CLORETO DE MAGNÉSIO HEXAHIDRATADO P.A EM PÓ (MINERAL)



Ao tomar regularmente Cloreto de Magnésio puro, ajuda o organismo a retomar o seu equilíbrio e a evitar problemas de

SISTEMA CÁRDIO VASCULAR E CIRCULAÇÃO: arteriosclerose, pressão arterial e colesterol elevado, infarte cardíaco, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais (AVC), taquicardia (pulso rápido), trombose, angina de peito entre outros.

SISTEMA DIGESTIVO: cólicas, obstipação intestinal, diarreia crônica, má absorção, pancreatite (inflamação do pâncreas) entre outros.

SISTEMA NERVOSO: ansiedade, apatia, confusão, depressão, desorientação, epilepsia, alucinações, irritabilidade, doença mental, esclerose múltipla, nervosismo, neurite, paranóia, doença de Parkinson, Alzheimer, falta de memória, senilidade entre outros distúrbios do sistema nervoso.

GERAL: alcoolismo, artrite, ossos fracos, calcificação em qualquer órgão, o cancro, a síndrome de fadiga crônica, diabetes, dores de cabeça, infecções e inflamações, cirrose hepática, lúpus eritematoso, enxaquecas, sintomas de envelhecimento, problemas da próstata, raquitismo, rigidez mental e física, pele enrugada e dura, rigidez, formação de pedras na vesícula ou rins, tiroide, faringite, amigdalite, rouquidão, resfriado comum, gripe, asma, bronquite, pneumonia, bronco constrição, enfisema pulmonar, doenças de crianças" (tosse, convulsão, sarampo, rubéola, caxumba, febre escarlate ...) , envenenamentos, gastroenterite, furúnculos, abcessos, erisipela, feridas e outros.

COMO USAR:

Em farmácias vende o pote ou pacote contendo a solução em pó com 33 gramas.
O valor médio de custo fica entre R$ 5,00 a 7,00 o frasco e em drágeas.

Diluir em um 1 litro e 1/2 de água filtrada ou mineral.
Armazene sempre na geladeira, em garrafa de vidro escura, nunca transparente.
Eu uso uma garrafa de suco de uva, daquelas de 2 litros que compramos em supermercado, exatamente igual as garrafas da foto:

Nunca use recipientes ou garrafas de plástico, metais ou qualquer outro tipo de material que não seja vidros e sempre escuros, nunca transparente.
Não tente diluir em menos quantidade de água, pode desandar o intestino, 1 litro e 1/2 é ideal.
Até 49 anos, tomar uma xícara de café ao dia.
Acima de 50 anos, tomar 2 xícaras de café ao dia.



OUTRAS ALTERNATIVAS PARA SUA SAÚDE

O SAL ROSA DO HIMALAIA

O SAL ROSA DO HIMALAIA, contém de forma natural o CLORETO DE MAGNÉSIO e pode ser usado normalmente na culinária do dia a dia.
Geralmente é encontrado no mercado cerealista e o quilo varia de R$ 25,00 a 30,00 reais, o que torna o CLORETO DE MAGNÉSIO em pó vendido em farmácias mais acessível tanto na procura como no valor.

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VOCÊ CONHECE A GRIPE DO RASTRO QUÍMICO ?



GRIPE DO RASTRO QUÍMICO 1

A Mídia já se fala em SUPERBACTÉRIAS resistentes aos ANTIBIÓTICOS.... E nós já vínhamos falando sobre isso aqui a muito tempo, que isso iria acontecer, e a agenda da elite continua a todo vapor com a intenção de redução populacional...

Os rastros químicos são compostos de bário, alumínio, além de polímeros (filamentos de Silício), EDB (dibromoetano, pesticida químico já proibido).

Estes rastros causam câncer, mau de Alzheimer, gripe, febre entre outras coisas.

E se um avião de rastro químico passar sobre uma zona onde tem abelhas e outros insetos e estes insetos forem atingidos pelo rastro químico, eles morrem, tenha visto a mortandade de ABELHAS pelo mundo, as grandes, POLINIZADORAS DA TERRA...

Vejam o que acontece: passam os aviões e deixam os rastros, o céu fica estranho no dia seguinte e esfria, dois dias depois chove e é batata!

Já estamos com a garganta ardendo e o nariz entupido. Sempre. Se levam as crianças no PS eles receitam amoxicilina. 

Sem se importar mesmo em diferenciar se a infecção é bacteriana ou viral, pra tanto antibiótico?

Por João Silva.

23 de março de 2015

ATENDIMENTO MÉDICO - VÍDEO

Não estou aqui para generalizar, existem Médicos que praticam a ética. Que fique bem claro isso!

Um vídeo para ilustrar o atendimento médico dos que não praticam a ética de forma bem humorada.

27 de novembro de 2013

CURA DO CÂNCER

Médico Italiano Drº Tulio Simoncini, descobre a cura do câncer e atende num consultório em Roma. Já curou vários pacientes e vemos através de suas descobertas que a INDÚSTRIA FARMACÊUTICA, manipula drogas que prolonguem a vida dos pacientes, por ser muito mais lucrativo, mesmo na maioria dos casos contendo efeitos colaterais que não são divulgados, a usar métodos eficazes que não poderiam ser expostos por valores exorbitantes.

Vamos acordar!

Dr. Simoncini 

Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer.



Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia. O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas.



Isso já era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma infecção oportunista por fungos - Candida albicans. Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.



Então, pode estar ocorrendo o contrário, pensou ele: 
- A causa do câncer pode ser o fungos.

E, para tratar esses fungos, usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece, que é o:bicarbonato de sódio. Assim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de sódio, não apenas digerível, mas metodicamente controlado sobre os tumores.
Resultados surpreendentes começaram a acontecer.

Tumores de pulmão, próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas.






Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento. Para quem se interessar mais pelo assunto, siga o link (em inglês):não deixem de ver o vídeo, no link abaixo. O médico fala em italiano, mas há legenda em português . http://www.curenaturalicancro.com/



Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonato de sódio sobre os tumores.



Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato.

Parece brincadeira, né?



Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui.


Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com bórax, que é o remédio homeopático para aftas. E os macrobióticos consideram o câncer uma manifestação natural  do meio ácido.


Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.


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Terapia natural do Dr. Simoncini para a cura do câncer utilizando Bicarbonato de Sódio



Dr. Tullio Simoncini, um oncologista de Roma, Itália, foi o pioneiro a aplicar a terapia utilizando o bicarbonato de sódio (NaHCO3) como um meio de tratar o câncer. A teoria fundamental deste tratamento baseia-se no fato de que, apesar da quantidade de fatores variáveis, a formação e a disseminação do tumor é causada por fungos.

O bicarbonato de sódio, por ser diferente dos outros remédios anti fungos, é extremamente difusível e restringe a possibilidade dos fungos penetrarem no tumor. Isto acontece devido a velocidade pela qual ele o desintegra, causando impossível a adaptabilidade dos fungos. O bicarbonato de sódio é administrado diretamente no tumor, quando possível. Também existe a possibilidade de administrá-lo através da arteriografia seletiva, que visa selecionar artérias específicas pelas quais o medicamento é aplicado e subsequentemente ele começa a dissolver o tumor.

A arteriografia seletiva representa uma arma poderosa contra os fungos, pois é indolor, não causa efeitos colaterais e apresenta baixos riscos.
Com a administração do bicarbonato de sódio, é possível atingir quase todos os órgãos, que podem ser tratados e serem beneficiados por uma terapia que é inofensiva, rápida e eficaz.

A cura do câncer - Dr. Simoncini:: Olá, Amiga e Amigo, Este texto é parte integrante do Boletim Especial do dia 10/12/08, que trata da técnica desenvolvida pelo Dr. Simoncini para a cura do câncer.

Estas metodologias especificas que seguem foram traduzidas do site dele: http://www.cancerfungus.com/: Muito importante:

1) Mesmo que os tratamentos relacionados possam ser realizados pela própria pessoa, entretanto, para alguns seria ideal a supervisão de um médico.

2) Oncologia pediátrica: A terapia pode ser aplicada também em oncologia pediátrica, ministrando as doses em função do peso do paciente.

3) A seguir as dosagens apropriadas a serem aplicadas com gotejador em função do peso corporal.

10 Kg /100 cc de bicarbonato de sódio 5% - 20 kg /
150 cc de bicarbonato de sódio 5% - 30 Kg / 
250 cc de bicarbonato de sódio 5% - 40 Kg / 
350 cc de bicarbonato de sódio 5% - 50 Kg / 
400 cc de bicarbonato de sódio 5% - 50 kg ou mais 
500 cc de bicarbonato de sódio 5% - Para os outros usos (lavagem, etc.) a solução precisa ser suficientemente rica em bicarbonato de forma a ficar ligeiramente salgada (Experimente-a).

Tratamento circular a 360°

È indicado quando se ministra bicarbonato de sódio em uma cavidade (útero, bexiga, parte urinaria, estomago, boca, etc...).

Deitar-se na cama.
Preencher a cavidade com a solução de bicarbonato. 
Posicionar 2 travesseiros sob a bacia. 

Rodar 90° a cada 15 minutos, tempo total uma hora ou seja, assumir todas as posições: de costas, flanco esquerdo, de bruços, flanco direito.

Câncer do olho. Melanoma da coróide e câncer da conjuntiva

Colocar uma colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água morna.
Verificar se é salgada.

Deitar-se na cama.
Com una bombinha de colírio colocar 1 gota na conjuntiva a cada 3 minutos por 3-4 vezes.1 vez por dia durante 6 dias.
Pausar durante 3 dias.
Realizar o ciclo inteiro de 9 dias por 4 vezes.

Efeitos colaterais: Em caso de irritação, suspender o tratamento durante um dia. Colocar 2 gotas de água e sal (uma colher de café em um copo) duas vezes ao dia.

Câncer da boca

Colocar uma colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água morna.
Verificar se é salgada. Deitar-se na cama.

Manter na boca a solução com bicarbonato de sódio sem engoli-la, rodando 90° a cada 15 minutos, uma hora no total. Ou seja, assumir todas as posições: de costas, flanco esquerdo, de bruços, flanco direito 3 vezes por dia, durante 6 dias.3 dias de pausa.

Realizar o ciclo inteiro de 9 dias por 4 vezes.
Enxaguar sempre com bicarbonato de sódio após cada refeição.
Ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos.

Efeitos colaterais: Em caso de queimação ou irritação suspender durante 1 dia a aplicação e enxaguar com água e sal (uma colher de café em um copo) duas vezes ao dia.

Em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar, salgar mais os alimentos.
Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio.

Câncer do estomago e do esôfago

Colocar uma colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água morna.

Verificar se é salgada. Beber toda a solução. Deitar-se na cama. 

Rodar 90° a cada 15 minutos, tempo total uma hora, Ou seja, assumir todas as posições: de costas, flanco esquerdo, de bruços, flanco direito.

Fazer 2 vezes ao dia antes do almoço e do jantar, por 1 mês.1 semana de repouso. Repetir o ciclo completo 2 vezes.

Ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos.

Efeitos colaterais: em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar, salgar mais os alimentos. Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio. 

Câncer da laringe

Colocar uma colher e meia de café de bicarbonato de sódio em ½ litro de água morna.

Verificar se é salgada. Colocar o meio litro de solução em inalador rápido.
Fazer uma inalação 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos.

Ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos.

Portanto, 6 dias de inalações e 6 dias de soro, de forma alternada.
Colocar uma colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água morna. Verificar se é salgada. Deitar na cama Manter na boca a solução com bicarbonato de sódio sem engoli-la, rodando 90° a cada 15 minutos, uma hora no total. Ou seja, assumir todas as posições: de costas, flanco esquerdo, de bruços, flanco direito 2 vezes por dia antes do almoço e do jantar, por 1 mês.

Efeitos colaterais: Em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar, salgar mais os alimentos. Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio.

Câncer do reto

4 colheres de sopa de 4 de bicarbonato de sódio em 2 litros de água morna.
Verificar se é salgada. 

Realizar aplicação de lavagem retal (enema) lentamente, deitados na cama.
Posicionar 2 travesseiros sob a bacia.

Após o enema, segurando a solução no intestino, rodar 90° a cada 15 minutos, tempo total uma hora.

Realizar um enema 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos. Ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos. Portanto, 6 dias enema e 6 dias soro, alternados.

Efeitos colaterais: em caso de irritação, dor e leve perda de sangue, suspender por 2 dias os enema e realizar 1 enema por dia com 1 litro de água + 1/2 colher de sal.

Em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar, salgar mais os alimentos.

Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio.

Câncer do útero e da vagina

8 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em 4-5 litros de água morna.


Verificar se é salgada.



Posicionar-se na banheira como que num plano inclinado, com a bacia mais alta com relação às costas.



Subministrar lentamente na vagina a solução com uma mangueirinha.

Durante a lavagem rodar 90° a cada 15 minutos, tempo total uma hora Ou seja, assumir todas as posições: de costas, flanco esquerdo, de bruços, flanco direito Fazer a lavagem por 2 meses, iniciando a partir do término das menstruações suspendendo durante as menstruações sucessivas.


Ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos.

Efeitos colaterais: em caso de irritação, dor e leve perda de sangue, suspender por 2 dias as lavagens e efetuar a mesma operação utilizando 5 colheres de sal em 5 litros de água por 2 dias.

Em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar, salgar mais os alimentos.

Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio.

Câncer da bexiga

Com a ajuda de um enfermeiro(a) posicionar um cateter dentro da bexiga.
Subministrar 150-200 cc de bicarbonato de sódio 5% na bexiga.

A cada dia durante 5 dias, em seguida dia sim dia não, por duas semanas.4-5 dias de pausa.

Repetir o ciclo completo.
Efetuar a lavagem da bexiga lentamente, deitados na cama com dois travesseiros debaixo da bacia.

Após a lavagem rodar 90° a cada 15 minutos, tempo total uma hora
Ou seja, assumir todas as posições: de costas, flanco esquerdo, de bruços, flanco direito mantendo a solução na bexiga Ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos.

Efeitos colaterais: em caso de irritação, dor e leve perda de sangue, suspender por 2 dias as lavagens e efetuar 1 lavagem ao dia com ½ litro de água + meia colher de sal.

Em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar, salgar mais os alimentos.

Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio.

Câncer de mama

Injetar com uma seringa logo acima do nódulo, seja à esquerda que à direita, 70-100 cc de solução de bicarbonato de sódio a 5%.Todos os dias durante seis dias. 


Aplicar ampola de soro de 500 cc de bicarbonato de sódio a 5% (a ser feito em 1 hora), 6 dias sim e 6 não em 4 ciclos. 



Se o nódulo era muito grande repetir o tratamento local após 2 meses. 

Se estiverem presentes linfonodos axilares palpáveis, estes podem regredir após o tratamento local. 



Caso persistirem, também poderão ser infiltrados com a mesma metodologia usada no nódulo de mama. 


Efeitos colaterais: caso durante o tratamento local apareça um estado de irritação acentuada, equimoses ou persistência de dor intensa, suspender durante um ou dois dias e em seguida voltar com o tratamento.

Em caso de sede excessiva e acentuado cansaço, beber muitos líquidos, mesmo que com açúcar; salgar mais os alimentos. 

Utilizar integradores alimentares contendo potássio e magnésio.

Melanoma e câncer de pele

Utilizar um vidro de tintura de iodo a 7%.

Aplicar a tintura com um cotonete o um palito (em função da dimensão do tumor) sobre a área doente 20-30-40 vezes em sessões diárias. 

(Sim, até 40 vezes ao dia!).
Continuar dia após dia até se formar uma crosta. 
Ao se levantarem as bordas da crosta, evitar removê-la ou produzir abrasões. 

Deixar que a tintura escorra debaixo da borda apoiando somente o palito em proximidade da borda. 

Continuar de toda maneira a aplicar a tintura também sobre a área tratada. 
Após a queda da primeira crosta continuar o tratamento sobre a área residual até cair a terceira crosta. 

Neste momento o tumor deverá ter sumido. Mais informações no site 


Comentários do blog de MARCOS ROCHA

Este é o Dr. Tullio Simoncini, médico oncologista e especializado também em diabetes. Italiano, reside em Roma, onde tem um consultório e uma clínica nos quais atende a pacientes de câncer de vários países. Ele está revolucionando o tratamento desta doença que mata 9 milhões de pessoas no mundo inteiro por ano. Suas descobertas e sua terapia são tão simples que é até difícil de acreditar que ninguém, antes dele, tenha tentado essa alternativa. Leia a matéria e vá aos sites indicados e lincados abaixo. 

De vez em quando recebo circulares de internet, dessas que entopem a nossa caixa-postal, sobre terapias alternativas para a cura de determinadas doenças ou sobre remédios desenvolvidos empiricamente, alguns oriundos da medicina popular, os quais teriam resultados espetaculares.
Geralmente estas circulares terminam na lixeira do meu pecezinho, embora as leia e até tente descobrir nelas alguma prova ou evidência das verdades e das maravilhas que apregoam. Raramente encontro algo realmente aproveitável. 

Mas esta semana, estava fazendo a limpeza da caixa-postal da minha mulher, a pedido dela, quando geralmente deleto tudo que não vai ler -- mesmo porque não é dotada daquela curiosidade natural que, em mim, é uma espécie de vício ou de deformação profissional de jornalista --, quando lá encontrei um comunicado-circular de internet com um título que parecia coisa de charlatanismo: "FINALMENTE, A CURA DO CÂNCER!" 

Minha primeira reação foi "Não vou nem ler essa picaretagem, vou teclar 'delete' diretaço!" Mas, como tenho um trauma com relação a essa doença, porque já perdi pessoas muito próximas e queridas em consequência dela, resolvi ler o comunicado, cujo teor vou resumir na sequência, com as minhas palavras. 

Um médico italiano, o Dr. Tullio Simoncini (gravem este nome), descobriu há cerca de 26 anos atrás, algo simples e, à primeira vista, até inacreditável, que na sua opinião convicta é a principal causa do câncer, ou melhor, de todos os tipos de cânceres: as candidíases, ou seja, as doenças que se manifestam sob a forma de aftas e bolhas, causadas pelo fungo "Candida albicans". É uma doença tão comum que até os recém-nascidos geralmente são atacados por ela, quando estão com "sapinho" (aftas na parte interna ou externa da boca). 

Inicialmente banido da comunidade médica italiana, ridicularizado pela sua "descoberta" e visto até como charlatão, apesar de ter um senhor currículo médico e uma história pessoal bacana (ele é músico, já teve bandas de rock e é desportista), o Dr. Simoncini foi ganhando respeito com o passar dos anos, na medida em que obtinha curas aparentemente impossíveis e reversões consideradas quase milagrosas com a sua terapia, que é mais simples ainda: a aplicação, na área dos tumores, de uma solução de bicarbonato de sódio (fórmula química NaHCO3), na concentração de 20% (200 gramas de bicarbonato para um litro de água). Em alguns casos especiais, eles utiliza outros produtos, como o iodo, numa solução de 7%, no caso do melanoma maligno (um tipo de câncer de pele altamente letal), mas para combater a mesma causa: a candidíase. 


Os êxitos do oncologista italiano -- segundo vários testemunhos que encontrei na internet, não somente em sites mantidos por ele ou por seus adeptos -- têm sido tão impressionantes que seus trabalhos passaram a ser divulgados e levados a sério em outros países. Recentemente, em setembro passado, foi aplaudido de pé durante a 36a. Convenção Anual Sobre Câncer/2008, em Los Angeles, quando apresentou suas ideias e a sua terapia realmente revolucionárias e que causam um forte impacto -- o vídeo está lá no site e eu vi. A expressão que encontro mais próxima para descrever a sua metodologia é a de que ele conseguiu inventar uma espécie de "ovo-de-Colombo". 

Quebrando paradigmas e não aceitando as supostas verdades e os conhecimentos até então obtidos pela cancerologia tradicional como valores absolutos, o Dr. Simoncini começou a estudar e a pesquisar essas candidíases, vendo nelas uma possível correlação direta com o câncer, como o fator causal que provoca, que dá origem à multiplicação enlouquecida das células de um tecido ou de um órgão. Ele partiu de uma ideia muito simples: achou muito estranho que todos os tipos de câncer estivessem associados de alguma forma à candidíase. Seu raciocínio foi mais ou menos o seguinte: vários são os tipos de tumores, mas todos -- rigorosamente todos -- têm em comum o aparecimento de aftas no paciente. Então, pode estar ocorrendo o contrário -- pensou ele. A causa do câncer pode ser o fungo "Candida albicans". 

Aprofundando seus estudos, constatou em exames e durante cirurgias que, nos órgãos e tecidos atacados por tumores, existe sempre uma área de muitas manchas brancas ou de pequenos pontos brancos espalhados que, segundo ele, são exatamente as colônias do fungo Candida albicans atacando os órgãos que, por sua vez, para se defenderem do ataque, começam a multiplicar as células cancerígenas ou cancerosas, de forma enlouquecida, daí surgindo os tumores. Estes seriam, portanto, uma tentativa de defesa do organismo contra o ataque das colônias do fungo Candida albicans. 

A partir desta constatação, o Dr. Simoncini resolveu atacar essas colônias de fungos usando o medicamento mais simples e mais antigo que a humanidade conhece para esses casos: o bicarbonato de sódio. Assim, ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de sódio, não apenas ingerível, mas aplicado sob a forma de soluções ou injeções de maneira metódica e controlada sobre os tumores. 

Resultados surpreendentes começaram a acontecer. Tumores de pulmão, de próstata e de intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as aftas, após uma série de aplicações da solução de bicarbonato de sódio, em dosagens orientadas por ele. Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento. Para quem se interessar mais pelo assunto, sugiro que faça uma visita aos seguintes sites e sigam o seguinte roteiro: 

1) Assistam, em primeiro lugar ao vídeo -- que impressiona qualquer um -- que está no site<http://www.cancerfungus.com/simoncini-cancro-fungo.php> O vídeo é, na verdade, uma entrevista e, por sinal, bastante didática, em que o Dr. Simoncini tira todas as dúvidas e apresenta uma resumo das suas descobertas e da sua terapia, mostrando inclusive alguns casos de cura. Ele explica quais os tumores contra os quais já foram obtidos resultados concretos com esta terapia -- e são muitos. Diria que praticamente todos os tipos de cânceres podem ser tratados pelo seu método. O médico fala em italiano, mas o vídeo está legendado em português (de Portugal). 

2) Em seguida, vá ao site mantido pelo Dr. Simoncini: http://www.curenaturalicancro.com/
Lá estão dezenas ou centenas de outras informações, inclusive sobre os métodos utilizados para aplicação do bicarbonato de sódio sobre os tumores. Existem também links para outros sites e livros que tratam do mesmo assunto e, inclusive, entrevistas e depoimentos de outros médicos aparentemente sérios que estão se dedicando a essa nova forma de tratar o câncer.

3) Existem, ainda, outros sites, como este aqui, em português:


Segundo as informações que colhi no site do Dr. Simoncini, praticamente quase todos os tipos de tumores podem ser tratados e curados com esse tratamento simples e barato. Sob o intertítulo "Alcuni dei tanti casi trattati" (Alguns dos vários casos tratados), ele cita: (segue o nome do tipo de câncer em italiano e vou tentar traduzir, em vermelho:

• AdenoCarcinoma Bronchiale [Adenocarcinoma pulmonar (dos brônquios)]

• AdenoCarcinoma dell'intestino [Adenocarcinoma de intestino]

• Adenocarcinoma della Prostata [Adenocarcinoma da próstata]


• Cancro della Prostata [Câncer de próstata]

• Carcinoma Cervice Uterina [Carcinoma cérvico-uterino]

• Carcinosi Peritoneale [Carcinoma Peritonial]

• EpatoCarcinoma con vari piccoli tumori Polmonari [Hepatocarcinoma com pequenos tumores pulmonares]

• Linfoma non Hodgkin [Linfomas do tipo Não-Hodgkin]

• Tumori Cerebrali in Melanoma diffuso [Tumores cerebrais do melanoma maligno]
• Melanoma Palpebra [Melanoma maligno da pálpebra]
• Sarcoma di Ewing [Sarcoma de Ewing]
• Tumore ai Polmoni [Tumores dos pulmões]
• Tumore alla Vescica
• Tumore della Colecisti [Tumores da coliciste]
• Tumore Midollare [Tumores da medula]
• Epatocarcinoma [Hepatocarcinoma - turmores do fígado]

• Epatocarcinoma con metastasi.polmonari [Hepatocarcinoma com metástases pulmonares] 



Ainda no site, encontro depoimentos gravados de 15 pessoas, de vários países do mundo, dando testemunhos convincentes sobre os seus próprios casos e relatando o tratamento com o bicarbonato de sódio, até à cura completa. Alguns mostram radiografias e outros tipos de exames para provar o que estão falando. Existem também os depoimentos de outros médicos endossando as informações dos pacientes. 



Sinceramente, se essas descobertas e demais documentos apresentados pelo Dr. Simoncini não forem verdadeiros, estaríamos diante de um dos maiores charlatões de todos os tempos. Mas, se forem, estamos diante de um gênio, que fez a descoberta mais importante da história da Medicina moderna e encontrou a solução para um dos maiores males do universo. 



No mundo inteiro, morrem, por ano, nada menos que nove milhões de pessoas em conseqüência do câncer. Se apenas 1% (um por cento) delas puder se beneficiar da terapia do Dr. Simoncini, seriam 90 mil mortes a menos por ano. Mas, pelo que vi e estou lendo a respeito, o número de beneficiados poderá ser substancialmente maior. Duro é convencer os médicos oncologistas tradicionais e os especialistas da área médica em geral, que agem dentro de padrões estabelecidos, ou seja, de forma convencional, de que ele está certo -- de que os errados seriam eles. 



Por outro lado, não podemos esquecer que existe toda uma indústria poderosíssima montada para usufruir lucros a partir da doença: laboratórios farmacêuticos, fabricantes de equipamentos de radioterapia e cobaltoterapia, os hospitais e clínicas especializados, as cirurgias absurdamente caras e complicadas, os "professores-doutores-catedráticos-PHDs", etc, etc... Não vai ser fácil, não. A comunidade da máfia-de-branco vai reagir. É de lei. 


Acho que este médico italiano merece o Prêmio Nobel de Medicina, se tudo o que estou lendo tiver algum embasamento na realidade. E, pessoalmente, pelo que li e pesquisei -- e foi muita coisa --, eu acho que tem. E de uma coisa não duvido: é um cara sério! Não se trata de mais um picareta na face da Terra. E o mais incrível, para mim: embora essas terapias já venham sendo praticadas por ele desde 1983, é incrível que, até agora, os veículos de comunicação, principalmente aqui no Brasil, ainda não abriram espaço e não divulgaram adequadamente suas descobertas. Vai mal essa imprensa brasileira... 


TESE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA COMPLEMENTAR
Desvendando os Segredos do Câncer. pH

Tratamento do câncer acidificando o pH intracelular e alcalinizando o pH intersticial. As duas faces de Judas.

Dr. José de Felipe Junior

novembro/2008

“Na arte de curar, deixar de aprender é omitir socorro e retardar tratamentos esperando maiores evidências científicas é ser cientista e não médico” JFJ




“Em primeiro lugar sempre a Medicina Convencional,” JFJ



“Se a Medicina Convencional não proporcionou os efeitos desejados temos o direito e o dever como médicos de utilizar os recursos da Medicina Complementar." JFJ



“Nunca devemos trocar uma Medicina pela Outra, porém temos o dever de complementá-la com as Estratégias mais modernas da literatura médica de bom nível disponível” JFJ



“Na verdade a MEDICINA é uma só” Vários Autores

“É do médico a responsabilidade do paciente” Convenção de Helsinque

“As enfermidades são muito antigas e nada a respeito delas mudou. Somos nós que mudamos ao aprender a reconhecer nelas o que antes não percebíamos” Charcot

“A verdadeira causa das doenças e a MEDICINA ainda não fizeram as pazes. É porque a MEDICINA ainda é muito jovem. E o que dizer dos tratamentos” JFJ




Os íons H+ ou mais precisamente H3O+ são de importância fundamental na fisiologia e bioquímica da célula. Os íons H+ possuem a propriedade de construir pontes de hidrogênio entre as moléculas de água produzindo o que chamamos de água estruturada ou água tipo B : baixa densidade, inativa osmoticamente e viscosa. É a água predominante no citoplasma das células quiescentes , que não estão em regime de proliferação (Wiggins-1972).


Pelo fato de funcionar como agente que estrutura a água os íons H+ são chamados de kosmotropos e comparando com outros agentes que constroem as pontes de hidrogênio o H+ é considerado um kosmotropo forte. Nas células neoplásicas predomina a água de alta densidade, ativa osmoticamentee fluída, com escassas pontes de hidrogênio e que chamamos de água desestruturada ou água tipo A. Os íons hidroxila OH- são agentes que destroem as pontes de hidrogênio e são chamados de íons caotropos sendo considerados agentes desestruturadores ou caotropos fortes. 

O citoplasma de todas as células contém dois tipos de água : tipo A e tipo B. Nas células normais predomina a água tipo B e nas células neoplásicas a água tipo A. No citoplasma das células normais opH é ácido, água estruturada e nas células neoplásicas o pH é alcalino, água desestruturada (Felippe-2008).

O presente trabalho é uma revisão dos fatores químicos que interferem na concentração de H+ no citoplasma das células neoplásicas, assim como as vias e mecanismos que foram descobertos recentemente. Este conhecimento nos permitirá entender melhor as estratégias que utilizaremos em clínica nos pacientes acometidos com a doença chamada câncer.

O pH do sangue normal está entre 7.38 e 7.42. No extracelular de células em estado quiescente, isto é sem proliferação o pH também está entre 7.38 e 7.42 , entretanto nas células em proliferação o extracelular é muito ácido, em geral com pH de 6.9 a 7.0, encontrando-se valores de até 6.0. 

O pH intracelular de células normais gira em torno de 7.2 e das células em proliferação o pH é francamente alcalino.

A maior fonte de ácidos é a respiração celular, onde a glicólise anaeróbia gera ácido lático e afosforilação oxidativa gera CO2 que no meio aquoso forma ácido carbônico. Na célula normal o acido lático segue a via da fosforilação oxidativa mitocondrial e temos a formação de CO2 que acidifica levemente o citoplasma. A leve acidificação estrutura a água intracelular e as pontes de hidrogênio construídas permitem a função das enzimas e das macromoléculas ; mantém a estrutura terciária e quaternária das proteínas e mantém em posição as hélices do RNA e do DNA. Entretanto, quando acontece um excesso de acidificação a função celular é impedida. Neste momento com a finalidade de sobreviver entram em ação as bombas de extrusão de H+ , como o antiporter NHE1. 

Quando as células vão iniciar o processo de proliferação celular seja de uma forma fisiológica na reposição de células, seja na proliferação celular neoplásica, caracteristicamente o pH citoplasmático torna-se alcalino.

O primeiro trabalho da literatura que implicou o pH citoplasmático na mitose foi escrito por Johnson e Epel em 1976: “O pH intracelular do embrião do ouriço do mar aumenta 0.3 unidades de pH entre 1 e 4 minutos após a fertilização. O aumento do pH é requerido para o desenvolvimento inicial. O aumento resulta da troca de Na+ extracelular por H+ intracelular”. O aumento de 0.3 u de pH intracelular significa 30 nanomoles a mais de íons alcalinos OH- no citoplasma.

O início da proliferação celular por indução da mitose quase sempre é precedido pela alcalinização do citoplasma usualmente desencadeada pela estimulação dos canais de Na+ / H+ (Tannock -1989). 

Hoje sabemos que as células neoplásicas em proliferação tipicamente apresentam no intracelular alcalose metabólica com pH alcalino e no meio intersticial que a circunda, acidose metabólica com pH ácido. O pH alcalino intracelular promove as condições ideais de proliferação mitótica e o pH ácido intersticial condições ideais de proliferação, invasividade tumoral e metástases ao lado de inibir as células “natural killer” e os linfócitos T citotóxicos de defesa e promover a angiogênese ativando osmacrófagos (Crowther-2001 , Vermeeulen-2004 , Felippe -2008).Geralmente o pH extracelular dos tumores é cerca de 0.5 unidades de pH mais ácido que o tecido não neoplásico correspondente; isto significa um aumento de 50 nanomoles de H+ no interstício tumoral (Yamagata-1996).





O pH ácido intersticial diminui a inibição por contato e facilita a proliferação celular ao lado de inibir asmatrix metaloproteinases do interstício (MMPs) e promover a invasividade tumoral e o desgarramento das células, metástases. 



Vários autores verificaram que o pH na zona alcalina quero dizer a alcalose metabólica intracelular é elemento chave na indução da transformação neoplásica e ou na manutenção do processo neoplásico (Harguindey-1995 , Perona-1988 , Reshkin-2000). 



Quando o pH intracelular se desloca para a zona alcalina invariavelmente acontecem os seguintes eventos:



• ativação da fosfofrutokinase 

• aumento da glicólise anaeróbia, que é o motor da proliferação mitótica, pois fornece ATP para o núcleo
• inibição da fosforilação oxidativa e do ciclo de Krebs 
• aumento da síntese de DNA, ativando a glicose 6 fosfatodehidrogenase e o shunt das pentoses, evento precoce da mitose
• ativação do ciclo celular: fase S e fase G2/M 
• diminuição da apoptose 
• facilitação da transformação maligna 
• aumento da proliferação celular neoplásica
• aumento da expressão de oncogenes 
• aumento da atividade de fatores de crescimento 
•aumento da invasividade tumoral 
• aumento da migração celular: metástases 
• aumento da angiogênese 
• aumento da resistência à quimioterapia 
• aumento da resistência á radioterapia

Se um fator externo provocar alcalinização citoplasmática em um grupo de células este aumento de íons OH- no citoplasma aumenta a água tipo A desestruturada a qual diminui o grau de ordem do sistema termodinâmico aberto que é a célula provocando um estado de aumento de entropia que em seu ponto máximo suportável atinge o “estado de quase morte”. 

Neste instante as células para se manterem vivas ativam todos fatores de sobrevivência disponíveis desde a época que éramos seres unicelulares e para não morrer começam a proliferar. São células doentes lutando contra a morte, lutando contra o estado máximo de entropia. 

No cerne da alcalinização citoplasmática das células neoplásicas está a bomba Na+ / H+ uma estrutura de membrana que troca H+ intracelular por Na+ extracelular, alcalinizando o citoplasma e acidificando o interstício. É a bomba antiporter NHE1. 

Nos mamíferos as NHE (existem 9 isoformas) se localizam na membrana celular e na membrana interna da mitocôndria. Além de interferir na concentração de H+ no intracelular elas regulam o volume celular e a reabsorção de NaCl nos rins, intestinos e outros epitélios. 

Nas células normais com pH intracelular normal o NHE1 não é funcional e quando as células começam a produzir íons H+ e se acidifica este transportador é ativado. Nas células transformadas e nas células neoplásicas o NHE1 é hiperativo e a alcalinidade resultante está relacionada diretamente com a velocidade de proliferação celular descontrolada (Reshkin-2000 , Moolenar-1983 , Rich-2000). 

A atividade da NHE1 também está relacionada com a invasão e a motilidade das células tumorais, devido à acidez intersticial (Reshkin-2000 , Klein-2000 , Denker-2002 , Putney-2003 , Lagana-2000 , Bourguignon-2004). 

pH intracelular (pHi) e pH extracelular (pHe) dos tumores sólidos.
Warburg em 1924 já havia mostrado “in vitro” que a glicólise tumoral depende fortemente dos níveis do pH. 

Atualmente sabemos que as células neoplásicas apresentam o pH intracelular desviado para o alcalino, o pH extracelular desviado para o ácido e despolarização da membrana celular, isto é, diminuição do potencial trans-membrana ou baixo Em (Cone-1971 , Lang-1988, Marino-1994, Hagmat-1972, Bingelli-1980 , Sun-2003). 

Nas situações que o paciente já recebeu vários tipos de quimioterápicos e está resistente a múltiplas drogas (“MDR”) invariavelmente encontram-se as alterações acima descritas (Keizer-1989 , Roepe-2001 , Hoffman-1996 , Perek-2002 , Weinsburg-1999). 

Demonstrou-se que tanto nas células leucêmicas como nos tumores sólidos do endoderma, do mesoderma e do endoderma, encontra-se um pH alcalino no citoplasma. Em nenhuma outra moléstia humana encontra-se este tipo de anomalia. 


Este gradiente de pH da célula cancerosa - alcalino dentro e ácido fora - parece ser uma característica fundamental de todas as células neoplásicas. Alguns autores acreditam que se encontrarmos métodos que acidifiquem o intracelular e alcalinizem o extracelular possivelmente estaremos resolvendo o problema que chamam câncer.


Este é um modo muito simplório de pensar, visto que como já demonstramos em estudos anteriores (Felippe- 2004 , 2005 , 2006, 2007, 2008) as células neoplásicas não podem ser consideradas como inimigas. Elas são células doentes tentando sobreviver e necessitam de tratamento e não de aniquilação. Entretanto, vamos continuar com esta revisão do câncer à luz do equilíbrio ácido - básico que se relaciona intimamente com a estruturação / desestruturação da água intracelular. 



Na célula neoplásica predomina a glicólise anaeróbia que produz ácido lático. Para continuar proliferando a célula cancerosa além de ativar o antiporter Na+/H+ (saída de H+ e entrada de Na+) ativa também o simporter lactato / H+ (saída de lactato e saída de H+ do citoplasma): essas duas bombas alcalinizam o citoplasma e consequentemente ativam a fosfofrutokinae a qual ativa a glicólise anaeróbia e o shunt das pentoses (Wahl-2002 , Parkins-1997 , Yamagata-1998).



Entretanto existem outros sistemas de transporte que as células neoplásicas doentes colocam em ação com o objetivo de sobreviver.



Sistemas de transporte que provocam a alcalinização citoplasmática.

Existem vários mecanismos de extrusão do H+, ao lado do NHE1:a- anidrases carbonicas b- vacuolar H+-ATPasesc- simporter H+/Cl-d- simporter lactato/H+e- bomba Na+/K+ ATPase (estimula a NHE1)f- antiporter Na+/H+ ou NHE1 


Sabemos que a proliferação mitótica se faz em meio levemente alcalino e que o intenso metabolismo anaeróbio das células malignas com aumento exagerado da produção de ácido lático acidifica o meio intracelular e impede a proliferação celular. Como mecanismo de sobrevida as células malignas aumentam a expressão das anidrases carbônicas de membrana CAIX e CAXII, as quais transportam para o meio extracelular o excesso de íons H+ acidificando o interstício e alcalinizando o intracelular propiciando de um lado a invasividade tumoral e de outro alcançando um pH citoplasmático ideal para proliferação mitótica. A acetazolamida é um forte inibidor das anidrases carbônicas IX e XII (Felippe-2007). 

Para Ivanov as anidrases IX e XII se encontram somente nas células normais altamente especializadas. Entretanto, nas células transformadas acontece aumento da expressão destas enzimas como mecanismo de sobrevivência (Ivanov-2001). Para Zavadova a expressão da anidrase carbônica IX se restringe à mucosa do trato alimentar, porém, ela está presente em alta porcentagem de cânceres humanos, tecidos que normalmente não é encontrada (Zavadova-2005). 

Nestes tecidos ela é induzida pela acidose intracelular e a hipoxia.
O principal responsável pela alcalinização citoplasmática continua sendo a bomba antiporter Na+/H+ ,entretanto precisamos lembrar que no melanoma esta bomba não é o principal fator responsável pelo desequilíbrio do pH. 

É interessante assinalar que vários agentes carcinogênicos são capazes de ativar a bomba NHE1, provocando alcalose intracelular, acidose intersticial e despolarização de membrana celular: 1- forbol ester2- diacil-glicerol3- P-glicoproteína4- Tirosina-kinase5- Proteína kinase C6- TGF-alfa7- IGF-II 8- vários fatores de crescimento: EGF, PDGF, etc...9- oncogenes10- vanadato11- flúor12- cloreto de alumínio (AlCl3)13- várias drogas e agentes químicos considerados carcinogênicos.

Os seguintes fatores são capazes de ativar o antiporter NHE1 provocando neoangiogênese:

IL-1 aumenta também a atividade da H+-ATPase
IL-8
EGF
PDGF
G-CSF
GM-CSF
TNF-alfa
HGF/SF
TGF-alfa
IGF-I 
Angiotensina II
PGE2 induz alcalose intracelular independente do NHE1
Insulina

Tanto o EGF como o PDGF, fatores de crescimento no câncer, ativam a fosforilação da proteína tirosino kinase (PTK) alcalinizam o intracelular e promovem aumento passageiro do cálcio por liberação das reservas do intracelular o que ativa a glicose-6-fosfatodehidrogenase (G-6PD) do shunt das pentoses desencadeando a síntese de DNA e o aumento da proliferação celular.

Por outro caminho a PTK promove a hidrólise do fosfatidilinositol-bifosfato produzindo diacil-glicerol e inositol trifosfato (IP3). O diacil-glicerol estimula a proteína kinase C que estimula o antiporter NHE1 alcaliniza o citoplasma e no final aumenta a síntese de DNA . O IP3 mobiliza cálcio das reservas do intracelular que ativa a G-6PD (Moolenaar-1985 e1986). 

Sparks mostrou pela primeira vez na literatura que nas células transformadas a ativação da Na+/K+ ATPase induz um ciclo vicioso de ativação da NHE1 (Sparks-1983). 

Não é de hoje que surgem trabalhos mostrando que o aumento do pH intracelular desempenha efeito direto na transformação celular e no desenvolvimento tumoral (Lagarde-1986 , Rotin-1989 , Zettenberg-1981 , Garcia-Canero-1990). 

Vários estudos têm mostrado categoricamente que a alcalinização citoplasmática com alcalose metabólica intracelular é fator essencial na transformação tumoral, desenvolvimento tumoral, crescimento celular, sobrevivência neoplásica e produção de metástases (DiGiammarino-2000 , Cameron-1984 , Orive-2003 , Reshkin-2000 , Moolenar-1983 , Rich-2000). 

Em resumo podemos escrever que as evidências experimentais mostram que : todos fatores de crescimento potencialmente induzem a ativação do NHE1, na ausência de fatores de crescimento a proliferação celular pode ser induzida pela alcalinização citoplasmática, a resposta proliferativa é dependente de sódio extracelular, inibidores específicos da NHE1 bloqueiam a resposta proliferativa induzida pelos fatores de crescimento, e células que não possuem NHE1 apresentam divisão celular de baixa velocidade.


O outro lado da face de Judas :

O lado bom


Várias drogas funcionam inibindo o NHE1. Elas acidificam o intracelular e provocam diversos efeitos anticarcinogênicos tais como, diminuição da proliferação celular, indução da apoptose, inibição da angiogênese e diminuição da invasividade tumoral e das metástases:

Squalamina: diminui a proliferação celular e a angiogênese (Moore-1993)
Sulindac: induz apoptose e diminui a angiogênese tumoral
Genisteína: inibe a tirosina kinase, a proteína tirosino kinase, a proliferação das células endoteliais, a migraçãocelular, a trancetolase e a G-6PD do shunt das pentoses e inibe a ativação do plasminogênio-urokinase (Felippe-2006)
Captopril: diminui a angiogênese (Vogt-1997 , Volpert-1996 , Adachi-1999)
Amiloride: diminui a atividade do plasminogênio-urokinase
Edelfosine: diminui a angiogênese
Somatostatina: aumenta Bax e p53 e provoca apoptose (Thangaraju-1999)
Progesterona, mas não a 20 alfa Hidroxiprogesterona (Chien-2007)
Cimetidine
Clonidine
Harmaline

A somatostatina inibe o NHE1 e a bomba H+-ATPase provocando acidificação intracelular e induzindo a p53 e o Bax que são fatores apoptóticos. A somatostatina também inibe a glicose-6-fosfatodehidrogenase e a transcetolase e assim dificulta a produção de DNA no shunt das pentoses.

A progesterona natural , mas não a 20 alfa hidroxiprogesterona provoca inibição não genômica da bomba NHE1, acidifica o citoplasma e suprime a resposta celular a mitógenos. A progesterona natural é um imunomodulador que suprime a ativação das células T durante a gestação. Este é o primeiro trabalho da literatura mostrando que a progesterona inibe o antiporter NHE1 (Chien-2007).

Outras drogas acidificam o intracelular por mecanismo diferente da inibição da NHE1 e provocam o mesmo tipo de efeitos anticarcinogênicos :

Warfarin: diminui a síntese de prostaglandinas , acidifica o citoplasma e diminui a angiogênese tumoral
Suramin: inibe a H+-ATPase e diminui a angiogênese e a proliferação tumoral
Staurosporina: induz acidificação intracelular por mecanismo desconhecido e diminui a angiogênese
Lovastatina: induz acidificação intracelular e provoca apoptose (Pérez-Sala-1995)


A lovastatina diminui a isoprenilação das proteínas, acidifica o citoplasma, aumenta a degradação do DNA e provoca finalmente a apoptose celular. O pH citoplasmático chega a decrescer 0.9 unidades (aumento de 90 nanomoles de H+) e o efeito é dose dependente, isto é, quanto maior a dose de lovastatina maior a indução de apoptose.

A apoptose promovida pela lovastatina é inibida pela suplementação com mevalonato, pela ativação da proteína kinase C e pela inibição da síntese protéica fatores estes que promovem a alcalinização do meio intracelular (Pérez-Sala-1995).

Já vimos que a acidificação do intracelular por ex., inibindo o antiporter NHE1, abole uma série de fatores de crescimento, aumenta a apoptose e induz a parada do ciclo celular mitótico (Rotin-1987 , Vairo-1992 , Doppler-1985 , Boscoboinik-1989 , Sanchez-Perez-1995).

Do lado oposto a alcalinização do intracelular por ex., por drogas que ativam o antiporter NHE1 facilita a ação dos fatores de crescimento, diminui a apoptose e acelera o ciclo celular e assim induzem o insucesso do tratamento do câncer, sendo portanto formalmente contra-indicadas (DiGiammarino-2000 ,Gillies-1990 ,Terradez-1993):

imidazol
cloroquina
glutationa
mevalonato
Fatores que ativam a proteína kinase C


Muitas substâncias capazes de induzir apoptose nas células neoplásicas são capazes também de provocar acidificação intracelular (Park-1999 , Wolf-1997 , Overbeeke-1999 , Angoli-1996 , Furlong-1997 , Matsuyama-2000 , Rebollo-1995 , Li-1995 , Luo-1994 , Hamilton-1993 , Zanke-1998 , Shrode-1997 , Gottlieb-1995 , Roepe-1993 , Garcia Canero-1999 , Tannock-1989 , Murakami-2001 , Goossens-2000 , Barry-1993 , Altan-1998).

Lembrar que acidificação intracelular significa aumento da água tipo B , estruturada, fisiológica com caráter entrópico negativo e alta ordem no sistema termodinâmico celular.

A resistência dos tumores às drogas pode ser devida à sua falência em provocar a devida acidificação da célula neoplásica (Torigoe-2002 , Belhoussine-1999).

De fato, drogas usadas na quimioterapia como a adriamicina, cisplatina, paclitaxel e camptotecin são incapazes de provocar apoptose quando o citoplasma não está acidificado (Keizer-1989 , Reshkin-2003 , Murakami-2001, Goossens-2000 , Mayer-1986).

Algumas drogas ativam o NHE1 , alcalinizam o citoplasma, porém não induzem a proliferação celular. O motivo é que tais efeitos são de pouca intensidade e principalmente de curta duração.

catecolaminas
bradicinina
cafeína
teína
fatores quimiotáticos
caeruleina
ferricianide
ácido retinóico
Acidose intracelular por inibição da extrusão do ácido lático pelos bioflavonoides


Os bioflavonoides são potentes inibidores da extrusão de ácido lático nas células do tumor de Ehrlich. Os bioflavonoides mais potentes são aqueles que possuem 4 a 5 grupos hidroxila. A quercetina é capaz de inibir até 50% do efluxo de lactato na dose de 0,1 microgramos, in vitro. Nota-se também diminuição parcial da produção de lactato. Este efeito é secundário à acidificação das enzimas glicolíticas, principalmente da fosfofrutokinase que necessita de um pH alcalino ideal para o integral funcionamento (Belt-1979).

Alguns bioflavonoides inibem a glicólise anaeróbia de uma grande variedade de tumores interferindo no ADP e no fosfato inorgânico que são requeridos na glicólise. Os bioflavonoides e principalmente a quercetina inibem também a bomba Na+/K+ - ATPase.

A quercetina inibe a proliferação de vários tipos de células tumorais em cultura em doses muito pequenas, da ordem de 5 a 20 microgramos por ml de meio de cultura (Soulinna-1975).
O problema em clínica é que a quercetina é pobremente absorvida pelo trato gastrointestinal, o que levou Helion Povoa a sugerir o seu uso por via sub-lingual.

Acidose Metabólica no Câncer

Conhecemos muitos relatos na literatura de regressão espontânea do câncer relacionadas com a acidificação do organismo tanto em animais como em seres humanos.

O primeiro trabalho da literatura mostrando os efeitos curativos da acidose no câncer talvez tenha sido escrito por Ana Goldfeder onde relatou “o tratamento acidótico das neoplasias” (Goldfeder-1933).

Em 1931 Meyer associou a indução de acidose metabólica local ou sistêmica com as regressões do câncer observadas com as toxinas do soro de Coley e outros processos que provocavam febre (Mayer-1931, Reding-1928 e 1929 - in Harguindey-2005).

Anghlieri usando o cloreto de amônio , Selawry o ácido lático Harguindey o ácido clorídrico e Verne e Mori o ácido acético, repetidamente observaram regressões completas de vários tipos de tumores implantados em animais. Entretanto, os estudos em animais são de curto prazo e os autores não mostram as estatísticas de sobrevivência. A acidose metabólica prolongada e acentuada aumenta o índice de caquexia e provoca arritmias ventriculares inclusive a parada cardíaca.

Existem relatos de muitas regressões tumorais em pacientes submetidos a uretero-sigmoidostomia, procedimento que provoca acidose metabólica importante (Mahoney-1960 , Harguindey-1975).

Gatenby em 2002 considerou a azotemia com moderada acidose metabólica a responsável pelo aumento de sobrevida e redução das metástases nos pacientes com câncer que se submeteram a nefrectomias.
A moderada acidose metabólica proporciona estruturação da água citoplasmática e provoca a regressão do tumor com aumento da sobrevida, porque atingimos o cerne da fisiopatogenia do câncer, que é o estado de quase morte provocado pelo grave aumento da entropia celular ( Felippe-2008).

Entretanto, se a acidose for intensa e de longa duração ela facilita a invasividade tumoral e as metástases por ativar as metaloproteinases da matrix extracelular (MMPs) assim como impede a ação do sistema de defesa do hospedeiro inibindo os linfócitos T citotóxicos e as células “natural killer”.

Cruelmente a acidose intersticial peri-tumoral ativa os macrófagos os quais aumentam a produção de fatores que promovem a neo-angiogênese tumoral (Crowther-2001 , Vermeeulen-2004). Quando o pH se reduz no interstício acontece inibição da quimiotaxia, da capacidade bactericida e da atividade respiratória dos polimorfonuclear leucócitos ao lado da diminuição da citotoxicidade e da proliferação dos linfócitos T (Lardner-2001).


Alcalose Metabólica no Câncer



Quando um típico fibroblasto humano diplóide cresce em meio com tampão bicarbonato com pH variando de 6.9 a 8.0 o crescimento é limitado por um mecanismo chamado inibição por contato. Este fato independe do tipo de tampão, o crucial é o nível do pH do meio que circunda a célula. Quando o meio é ácido ocorre diminuição da inibição por contato e a proliferação é maior. Tudo indica que a inibição do crescimento por contato é fortemente dependente do pH. 



Existem algumas diferenças importantes assim como muitas semelhanças entre as células normais e as células neoplásicas. As células neoplásicas crescem muito bem em pH ácido e portanto são menos susceptíveis à inibição por contato, entretanto quando bicarbonato é colocado no meio as células cancerosas sofrem um declínio no crescimento (Ceccarini-1971). 



O pH ácido intersticial diminui a inibição por contato e facilita a proliferação celular. Pelo contrário, o pH alcalino aumenta a inibição por contato e dificulta o crescimento celular diminuindo a proliferação celular. 

O médico italiano Tullio Simoncini relata a evolução benéfica de vários tipos de câncer em pacientes submetidos a uma alcalose metabólica de média intensidade e longa duração. O autor utilizou o bicarbonato de sódio a 5% por via intravenosa, via oral, intra peritoneal e intra tecal que além de alcalinizante é hiperosmolar. 


Em seu site : http://www.curenaturalicancro.com/ , o oncologista italiano com o emprego do bicarbonato de sódio hipertônico mostra como evoluiu vários tipos de câncer , situado nos mais variados locais : colo- retal, próstata , mama, carcinoma terminal de cervix de útero , carcinomatose peritoneal de adenocarcinoma de endométrio, linfoma não Hodgkin, metástase cerebral de melanoma difuso, melanoma de olho , sarcoma de Ewing, câncer de pulmão, câncer de bexiga, metástases hepáticas de colangiocarcinoma, carcinoma hepático, carcinoma hepático com metástase pulmonar, etc.

Casos clínicos do Dr Tullio Simoncini nas suas palavras: (Em Inglês)

Case one: A patient diagnosed with pulmonary neoplasm of the lung, underwent treatment with sodium bicarbonate, before submitting to surgery to remove part of the lung. Treatment consisted of sodium bicarbonate administered orally, by aerosol, and IV. After first treatment reduction of nodules and absorption was evident, and after 8 months was no longer visible at all. Treatments also reduced size of the liver and results were confirmed by both X-ray and CAT scan. 

Case two: A nine-year-old child is hospitalized and diagnosed with Ewing’s Sarcoma on the right humerus. Despite several chemotherapy cycles surgery removed the humeral bone. Growth of three tumor masses continued despite continued efforts to stop progression. Sodium bicarbonate salts treatment were then started administered by catheter into the right sub-clavian artery in order to administer the salts (phleboclysis of 500 cc at five per cent) directly on the tumoral masses. Of the 3 masses shown by the scographic scan of May 7, 2001, whose size is respectively:a. 6,5 cmb. 4,4 cmc. 2,4 cm After the sodium bicarbonate salts treatment only one tumor was left, with a size of only 1.5 cm, which is most likely residual scarring, as shown by the echography of September 10, 2001. 

Case three: A 62-year-old patient undergoes surgery in December 1998 for endometrial adenocarcinoma, followed by successive cycles of radiotherapy and anti-hormone therapy. Following the thickening of the peritoneum and the growth of several lymph nodes due to carcinosis; from the clinical point of view, the patient’s condition decayed with the presence of exhaustion, general swelling, intestinal meteorism, irregularity of evacuation, steady feeling of heaviness and blood pressure instability. Treatment with a 5% sodium bicarbonate solution administered alternately thru an endoperitoneal catheter and via IV showed rapid improvement to a normal condition of health. A final CAT scan confirms the regression of the peritoneal carcinosis and a stabilization of the size of the lymph nodes when compared to the preceding year. 

Case four: A 40-year-old patient underwent surgical intervention (left radical mastectomy) for mammarian carcinoma seven months earlier. After three months of chemotherapy, the patient is affected by: “diffused pulmonary and hepatic metastasis; bone metastasis particularly to the fifth and sixth lumbar vertebrae, with invasion and compression of the medullar channel, which is causing extreme pain which makes the patient unresponsive to any treatment.” All pain suppressant drugs - morphine included - are totally ineffective and the patient is totally prostrate even unable to sleep. Sodium bicarbonate salts, lumbar injections are begun. Dr Tullio Simoncini recounts: “As I administer it by slowly injecting 50 cc of sodium bicarbonate solution at 8.4 %, the patient tosses and with a thread of a voice confesses to me that she has slept only two hours in the last week. Exhausted, she whispers to me: “If only I could sleep half an hour tonight.” But the day after, she calls me on the phone and says: “I have slept all night”. After two more lumbar injections of the bicarbonate salts in the next month, the pain disappeared completely. Magnetic Resonance imaging reports performed before and after treatment were defined by hospital head of the radiology department as “shocking”. 

Considerações Finais:

Autores sérios e sem conflito de interesse, isto é, aqueles que não recebem proventos da Indústria Farmacêutica afirmam que as drogas quimioterápicas geralmente estão desenhadas no velho conceito de “combater o DNA” . Assim sendo nos últimos 60 anos persiste o velho modo de tratar o câncer atacando o DNA e deste modo invariavelmente os tratamentos do câncer continuam a fracassar. (Gajate-2002 , Bhujwalla-2001 in Harguindey-2005). 

Outros autores do mesmo grau de seriedade e independentes afirmam que os quimioterápicos são geralmente os responsáveis por exacerbar o fenótipo maligno por induzir a parada da apoptose e desta maneira facilitar a progressão do câncer (Torigoe-2002 , Rockwell-2001). 

Os fatos acima são observados freqüentemente no consultório daqueles que praticam medicina interna. Os pacientes chegam sem apetite, com extremo cansaço, muita dor e a indicação dos especialistas em câncer nestes casos são os cuidados paliativos e o diagnóstico deles é brilhante: paciente “resistente a múltiplas drogas”, como se a responsabilidade por esse fato fosse do paciente. É o famoso paciente “MDR”. 

Quando o organismo se contamina com metais tóxicos, aditivos alimentares, agrotóxicos, parabeno dos cosméticos, flúor do creme dental ou da água mineral do Supermercado, sofrem infecções virais, etc., a fisiologia celular de um grupo de células é prejudicada. Estes elementos estranhos ao organismo provocam inflamação crônica sub-clínica que lentamente diminui os osmolitos kosmotropos do intracelular e vagarosamente transformam a água B estruturada em água A desestruturada a qual gradativamente diminui o grau de ordem-informação do sistema termodinâmico deste grupo de células. 

Ao atingir o ponto máximo suportável de entropia as células entram em um “estado de quase morte”. Neste ponto de baixa concentração de osmolitos citoplasmáticos, predomínio de água A e alta entropia as células se transformam e lutam para se manterem vivas e o único modo de sobreviver é através da proliferação. 

Elas imediatamente colocam em ação mecanismos milenares de sobrevivência, justamente aqueles que nos mantiveram vivos no Planeta durante a Evolução. Desta forma ocorre ativação de fatores e vias de sinalização, ativação do NHE1 com alcalinização citoplasmática e ativação da glicólise anaeróbia, etc, os quais promovem a proliferação celular neoplásica, a diminuição da apoptose, a formação de novos vasos e o impedimento da diferenciação celular (Felippe fev. e maio de 2008). 

Outros fatores que podem desencadear inflamação crônica sub-clínica e conseqüentemente transformação neoplásica são os campos eletromagnéticos provocados por cabos de alta tensão, torres de celular, transformadores, etc. Menos conhecidos dos médicos porem muito estudados são as zonas geopatôgenicas dos rios subterrâneos e da rede de Hartman. O oncologista Hans Niepper, ex presidente da Sociedade Alemão de Oncologia mostrou que 70% dos pacientes com câncer dormem ou trabalham em zona geopatogênica ( Felippe-2003-2004-2005-2006-2007-2008). 

A quimioterapia e a radioterapia são fatores extras de aumento da entropia e diminuição da ordem das células neoplásicas e aquelas que não morrem saem mais fortalecidas, com os seus mecanismos de sobrevivência ainda mais aguçados. Este nicho de células sobreviventes é a razão das incontáveis falhas terapêuticas deste tipo arcaico de estratégia. 

Devemos nos lembrar que a regressão do tumor não significa a cura do paciente. A doença não é simplesmente o tumor visível , a doença é do organismo todo, o qual deve ser tratado com todo respeito bioquímico, fisiológico, toxicológico, eletromagnético, psicológico e espiritual. 

Temos que retirar do organismo metais tóxicos, aditivos alimentares, agrotóxicos , afastar o paciente de campos eletromagnéticos e de zonas geopatogênicas, ensinar uma alimentação da agricultura orgânica e ecológica com 70% dos alimentos crus para elevar o grau de ordem das células , cuidar do sono, orientar para orar, rezar e praticar meditação ao lado de colocar em bom funcionamento o sistema imunológico, digestivo e endócrino. 

Conclusão

Nos aproximamos cada dia mais de um novo tempo em que, conhecendo o funcionamento das células normais na sua intimidade, podemos encarar o organismo de uma forma mais inteligente. E, se conhecemos a fisiologia de uma célula normal conseqüentemente sabemos, ou estamos muito perto de saber o que é uma célula dita cancerosa, dita maligna. 



Quando éramos seres unicelulares lá nos tempos remotos da nossa existência conseguimos nos manter vivos graças aos mecanismos de sobrevivência adquiridos durante a nossa Evolução no Planeta. 



As células neoplásicas nada mais são do que carne da nossa própria carne que, possuindo mecanismos idênticos aos que garantiram a nossa sobrevivência durante o processo de evolução, estão tão aptas quanto as células normais a sobreviver nas condições mais adversas possíveis. 



Quando um grupo de células do nosso corpo começa a sofrer, algumas morrem; entretanto, a maioria coloca em ação os mecanismos de sobrevivência que adquirimos desde os tempos remotos. Não são células cancerosas ou malignas são células doentes lutando bravamente para se manterem vivas e o único modo que restou foi proliferar desesperadamente, desordenadamente. 


Vamos cuidar das células neoplásicas fornecendo a elas o que necessitam para voltarem a conviver no ambiente social de um corpo saudável , da forma desejada.

Os elementos mais simples de conforto para as células é lhes proporcionar de início um pH ideal e uma osmolalidade ideal.

“Não vamos desistir desta luta
“No mundo não há fracassados e sim desistentes” 
(Confúcio)





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Fonte: Cura e ascensão


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