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7 de julho de 2015

SOMOS TODOS GRÉCIA - GREGOS VOTARAM CONTRA EXIGÊNCIAS DE CREDORES POR EMPRÉSTIMO!

NEM TODO MUNDO NASCEU PARA SER CAPACHO! 
Os gregos decidiram neste domingo (5), em referendo, não aceitar as condições dos credores do país em troca de ajuda financeira, dando o primeiro passo para o que pode culminar na saída do país da zona do euro. As medidas exigidas pelos parceiros europeus incluíam aumento de impostos e cortes nas aposentadorias. 
 
Com 100% dos votos apurados, o "não" ficou com 61,31% dos votos. Segundo as agências de notícias, a votação ocorreu sem incidentes. A estimativa é que 65% dos eleitores tenha comparecido à votação. 
"O referendo de hoje não teve ganhadores nem vencedores. É uma grande vitória em si mesma", disse o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, após a confirmação do resultado. "Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, a democracia não pode sofrer chantagem", afirmou, falando indiretamente sobre as condições impostas pelos europeus. "Quero agradecer cada um e todos vocês. Independentemente de como tenham votado, hoje nós somos um", disse Tsipras. "O mandato que vocês me deram não pede uma ruptura com a Europa, mas me dá mais força para negociar (...) Os gregos fizeram uma escolha corajosa. Sua resposta vai alterar o diálogo existente com a Europa".
 
VOCÊ DEVE ASSISTIR!
PARA CONCLUIR ESTA POSTAGEM ASSISTA AO VÍDEO CATASTROIKA QUE ILUSTRA TUDO QUE VEIO A OCORRER E O QUE ESTAR POR VIR, POIS AFETARÁ OUTROS PAÍSES NO FUTURO
 
SINOPSE:
Este documentário da equipe responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em setores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy. 
 
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registram-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objetivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ocorrer na Grécia, o total aniquilamento das estruturas básicas da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida dignos.
 
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Em toda parte, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemônico onipresente nas mídias convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.
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